
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (29) para pedir a retirada de publicações de opositores que distorcem uma fala do petista sobre exames em mulheres.
De acordo com informações da CNN Brasil, a representação também pede que o tribunal proíba a veiculação de conteúdos semelhantes durante a campanha eleitoral de 2026.
Não é verdade que o presidente tenha defendido a pedofilia ao dizer que “as mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”, no entanto, políticos bolsonaristas, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), compartilharam edições da fala dando a entender o contrário.
fala completamente tirada de contexto, lula tá falando sobre saúde pública (em questão o exame de próstata) e como homens não gostam de ser tocados (no caso do exame de próstata seria a próstata pelo cu) enquanto mulheres desde cedo aprendem a poder ser tocadas em exames pic.twitter.com/9PmRDmELIp
— fuse (@fuselatinboy) September 29, 2026
O petista, na verdade, comparava os cuidados com a saúde: enquanto as mulheres realizam exames ginecológicos desde a infância, os homens fazem objeção ao exame de próstata, também conhecido como toque. Em nenhum momento ele defendeu ou normalizou o assédio contra crianças. Quando disse que as mulheres estão acostumadas com o toque, Lula se referia à consulta ginecológica, que é recomendada desde a infância.
Posts com o conteúdo enganoso reuniam ao menos 100 mil visualizações no X e centenas de interações nas redes da Meta, segundo o Aos Fatos.
As publicações compartilham um trecho descontextualizado do discurso para sugerir que o presidente teria normalizado o assédio em crianças. A campanha de Lula pede que o TSE determine a remoção imediata das postagens e adote medidas para coibir a disseminação de conteúdos semelhantes.