Fim das bets, reajuste no Bolsa Família e canetas no SUS têm amplo apoio popular

A maioria dos brasileiros apoia três medidas recentes tomadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: 62% são favoráveis ao fim das bets; 59%, ao reajuste do Bolsa Família e 58% à disponibilidade de canetas emagrecedoras no SUS para tratar a obesidade. Os resultados foram levantados em pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (28).

No caso das bets, foi perguntado se o entrevistado sabia sobre o fim das apostas on line, anunciado por Lula na sexta-feira (25). 40% responderam que já sabiam e aprovavam e 22% disseram não saber, mas acharam uma boa ideia, perfazendo 62% de aprovação à medida. Os que não aprovam somaram 32% e outros 6% disseram não saber ou não quiseram responder (NS/NR).

Quanto à atualização no valor do Bolsa Família, anunciada no dia 17, os 59% favoráveis dividiam-se em 45% que sabiam e 14% que não sabiam, mas que ouvindo na entrevista, aprovavam. Outros 39% desaprovaram e 2% não souberam ou não quiseram responder.

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Sobre a distribuição gratuita de canetas emagrecedoras no SUS para pessoas em tratamento contra a obesidade, anunciadas no mesmo dia, 38% tinham conhecimento e julgavam positivamente a medida, enquanto 20% também viam dessa forma, mesmo tendo sabido somente na entrevista, somando 58%. Na ponta oposta, 38% desaprovavam e 4%, NS/NR.

Recortes

A pesquisa também traz recortes sobre o perfil dos entrevistados — a seguir, reproduzimos os índices obtidos em alguns deles.

Todas essas medidas são aprovadas majoritariamente pelas mulheres: 64% delas aprovam a proibição às bets e 62% têm a mesma posição sobre as canetas, índice igual ao das que concordam com o reajuste do Bolsa Família. No caso dos homens, os percentuais de aprovação são de respectivamente 61%, 53% e 56%.

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A visão positiva a essas medidas também é mais presente na faixa etária mais jovem. A proibição das bets teve 69% de avaliação positiva entre as pessoas com 16 a 34 anos; nessa mesma faixa, o percentual de favoráveis à distribuição das canetas é de 64% e de 66% quanto ao reajuste do Bolsa Família.

Quando o recorte é por renda familiar, as medidas contra as apostas são aprovadas principalmente na faixa de dois a cinco salários mínimos (63%). No caso das canetas (60%) e do Bolsa Família (74%), os mais favoráveis estão principalmente entre quem tem renda familiar mais baixa, de até dois salários mínimos.

Em relação ao recorte religioso, os católicos se mostraram os mais favoráveis às três medidas: 62% no caso do fim das bets; 57% para as canetas no SUS e 60% quanto ao reajuste do Bolsa Família. Os evangélicos tiveram os percentuais positivos de 59%, 53% e 53% para cada uma das iniciativas.

A pesquisa foi feita entre os dias 24 e 27 de setembro com 2.004 entrevistados. A margem de erro estimada é de dois pontos e o nível de confiança é de 95%.

Medidas

A proibição das bets foi anunciada na última sexta-feira (25) pelo presidente Lula. Liberadas por Michel Temer (MDB) sem critérios e tendo ficado sem nenhuma regulação por todo o período de Jair Bolsonaro (PL), as apostas on line só foram regulamentadas no atual governo. No entanto, o impacto que causaram na saúde pública e na economia desde a sua chegada levou à proibição.

No dia 17 de setembro, Lula anunciou que o SUS passaria a ofertar as canetas emagrecedoras como forma de a população menos favorecida ter acesso a um tratamento mais eficaz e rápido contra a obesidade, problema que vem se tornando cada vez mais comum e que acarreta uma série de outros distúrbios na saúde, como diabetes e pressão alta.

No mesmo dia, o presidente comunicou que o valor do Bolsa Família seria corrigido em 15,04% a fim de repor as perdas inflacionárias, conforme estabelecido em lei. Assim, o piso saiu de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio foi de R$ 675 para R$ 777.

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