As primeiras pesquisas estaduais da Quaest indicam que Lula chega à disputa presidencial de 2026 em posição mais vulnerável do que na campanha de quatro anos atrás. O desgaste é mais evidente no Sudeste, especialmente em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, onde o presidente enfrenta avaliação negativa elevada e maior equilíbrio eleitoral com Flávio Bolsonaro. Nacionalmente, Lula mantém a liderança, com 38% das intenções de voto contra 31% do senador, mas a distância é inferior à registrada em período semelhante de 2022. Para o cientista político Antonio Lavareda, o cenário reflete o aumento da rejeição ao presidente e a pior percepção sobre seu governo. Numa eleição pontuada por escândalos de parte a parte, a vantagem petista permanece mais consistente no Nordeste, mas os números sugerem uma disputa bem menos confortável do que a fotografia nacional isoladamente poderia fazer parecer.