
A coligação Brasil Pronto pra Mais, formada pelo PT e aliados na campanha de Lula, protocolou neste domingo (20) uma ação no Tribunal Superior Eleitoral contra Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, seu vice Alfredo Gaspar e o deputado federal Mario Frias. O grupo pede a cassação dos registros de candidatura e a inelegibilidade dos três por oito anos. Com informações de Metrópoles.
A ação acusa os candidatos de se beneficiarem de uma rede de publicações compartilhadas no Instagram para ampliar propaganda eleitoral, atacar Lula, o PT e o Judiciário e contornar regras aplicadas às redes sociais. O processo ficou sob relatoria do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
O primeiro levantamento anexado à ação analisou 508 publicações até 7 de setembro. Desse total, 492 usaram o recurso de collab, que permite exibir simultaneamente um mesmo post nos perfis de coautores e alcançar os seguidores de todos eles.
O estudo identificou 324 perfis em 13 grupos e apontou que 74 contas ligadas a candidatos ou campanhas participaram de 207 publicações. Uma nova coleta, feita entre 8 e 17 de setembro, localizou outras 1.334 collabs e 168 perfis que não constavam na análise inicial.
Petição cita collabs de Mario Frias com páginas de apoio a Flávio Bolsonaro
Com os dois levantamentos, a rede mapeada chegou a 1.826 publicações compartilhadas e 492 perfis. A coligação sustenta que páginas apresentadas como iniciativas espontâneas de apoio atuariam como canais de campanha sem cumprir exigências da legislação eleitoral.
Entre os perfis listados, a petição afirma que apenas a conta @matheus_cambui aparece na base de 61.511 endereços eletrônicos informados à Justiça Eleitoral. Mario Frias figura em dez collabs examinadas no primeiro estudo.
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Nove dessas publicações incluem a página @flaviobolsonaroapoio, e seis contam com @flaviobolsonaros2, ambas distintas do perfil oficial de Flávio Bolsonaro. Em um post de 26 de agosto, Frias agradeceu o apoio à sua reeleição em uma collab com seu perfil oficial, @mariofrias_noticias, @jorgeseifjunior e as duas páginas voltadas ao candidato presidencial.
A coligação também pediu à Câmara e ao Senado dados sobre servidores, contratos e despesas dos gabinetes de Frias, Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar desde 1º de fevereiro. A ação requer ainda informações da Meta e da Shopee sobre responsáveis por perfis e loja de produtos de campanha, além da preservação de dados e da suspensão de links e anúncios de venda sob multa diária de R$ 50 mil.