Cartazes ligam Raquel Lyra à morte do marido e viram caso de polícia

Raquel Lyra
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), registrou boletins de ocorrência nas polícias Federal e Civil após a circulação de cartazes sem autoria identificada com acusações envolvendo a morte de seu marido, o empresário Fernando Lucena. O material foi encontrado no domingo (30) em ruas do Bairro do Recife. A coligação da governadora também pediu ao Ministério Público Eleitoral que investigue o episódio.

Os cartazes atribuem sem apresentar provas a Raquel responsabilidade pela morte de Lucena e a associam a mulheres condenadas pelo assassinato de seus companheiros. Fernando Lucena morreu aos 44 anos em 2 de outubro de 2022, dia do primeiro turno das eleições daquele ano, após sofrer um infarto. Não houve suspeita de ação criminosa relacionada ao falecimento.

A coligação de Raquel pediu a preservação de imagens de câmeras públicas e privadas nas proximidades dos pontos onde os cartazes foram encontrados. Os advogados também solicitaram diligências para tentar identificar a gráfica, empresa ou fornecedor responsável pela impressão e ouvir as pessoas que localizaram o material.

João Campos (PSB), adversário de Raquel na eleição estadual, repudiou os cartazes, negou qualquer participação de sua campanha e também cobrou a identificação dos responsáveis. “Eu não admito nem que minha família e nem que nenhuma família seja atacada nessa eleição”, afirmou. A coligação do candidato também procurou o Ministério Público Eleitoral para pedir apuração.

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco determinou a retirada de três publicações que atribuíam a João Campos, ao PSB ou à Frente Popular a responsabilidade pela produção ou distribuição dos cartazes. A liminar atingiu, entre outros, uma publicação do candidato ao Senado Mendonça Filho (PL).

A Polícia Civil de Pernambuco informou que investiga o caso. A Polícia Federal não comentou o procedimento até a publicação das informações disponíveis. Raquel pediu respeito à família e afirmou que quer a identificação dos responsáveis. Até o momento, não há autoria comprovada para a produção, financiamento ou distribuição dos cartazes.

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