Trump chama de “estúpida” pergunta sobre uso de arma nuclear contra o Irã

Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Molly Riley/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou nesta segunda-feira (31) o uso de uma arma nuclear contra o Irã e chamou de “estúpida” a pergunta feita por uma jornalista no Salão Oval. Questionado se excluía essa possibilidade, o republicano respondeu que sim e afirmou que não haveria motivo para recorrer a armamento nuclear.

“Eu nunca diria isso, mas a resposta é sim. Não há motivo para isso. Que pergunta estúpida. Eles estão totalmente derrotados militarmente, e agora eu deveria usar uma arma nuclear contra eles? Que pergunta estúpida”, afirmou Trump. A declaração de que o Irã está “totalmente derrotado militarmente” é uma avaliação do próprio presidente estadunidense.

Trump já havia descartado o emprego de armas nucleares contra o Irã em abril. A nova declaração ocorre quando a guerra já dura seis meses e Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques após semanas de relativa redução dos confrontos. Washington também mantém pressão para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz e aceite seus termos para encerrar o conflito.

No domingo (30), Trump publicou na Truth Social um vídeo que mostrava a Ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo iraniano, em meio a grandes explosões. “A ilha de Kharg está sendo reduzida a escombros!”, escreveu. No então, o vídeo foi gerado por Inteligência Artificial, e não era real.

A postagem ocorreu horas depois de forças estadunidenses atacarem dois lançadores iranianos na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, no primeiro bombardeio dos Estados Unidos contra o Irã desde o fim de julho. Segundo Washington, os equipamentos seriam utilizados para lançar minas navais. Teerã respondeu afirmando ter disparado mísseis contra bases que abrigam forças dos EUA na Jordânia.

A retomada dos ataques ocorre em meio a alertas dentro das Forças Armadas estadunidenses sobre a duração da guerra. Líderes militares disseram ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que prolongar operações de grande escala contra o Irã seria “insustentável” e poderia reduzir a capacidade dos Estados Unidos de responder a ameaças em outras regiões e no próprio território, segundo o Washington Post.

A rejeição de Trump ao uso de armas nucleares, portanto, não significa o fim das operações militares contra o Irã. Os dois países voltaram a trocar ataques nesta semana, enquanto permanece aberta a disputa em torno do Estreito de Ormuz e das condições para uma eventual saída negociada do conflito.

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