
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou uma repórter da CNN ao chegar à 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça (22), em Nova York. “Estou surpreso que a CNN está aqui me cobrindo. Vocês não deveriam estar aqui”, disse o republicano.
A frase foi dirigida à jornalista Kaitlan Collins e ocorreu depois de a Casa Branca censurar a CNN, a Politico e a MS Now. O governo também retirou a emissora do grupo de veículos que acompanha Trump em compromissos oficiais.
Collins já havia sido alvo de ataques públicos do presidente. Em fevereiro, ao ser questionado por ela sobre o caso Epstein, Trump a chamou de “uma péssima repórter” e afirmou que nunca a tinha visto sorrir.
A exclusão da CNN afeta o pool de imprensa que se reveza na cobertura audiovisual do presidente. ABC, CBS, Fox e NBC participam desse sistema, ao lado da CNN, para registrar eventos e deslocamentos oficiais.
Trump to CNN while entering UNGA:
I’m surprised CNN is here covering me. You shouldn’t be here.
You said you weren’t going to cover me. You shouldn’t be covering me. pic.twitter.com/NEMt8m9ywm
— Clash Report (@clashreport) September 22, 2026
Emissoras suspendem cobertura em apoio à CNN
Em solidariedade à CNN, os demais canais suspenderam a cobertura de Trump. A decisão teve efeito imediato sobre a transmissão de uma agenda presidencial realizada na Casa Branca na véspera.
Trump participou do evento, mas o público não conseguiu ouvir sua fala porque a transmissão ficou sem áudio. A ausência das emissoras que integram o pool impediu a captação habitual do compromisso.
Na Assembleia Geral, Trump seria o segundo chefe de Estado a discursar, depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Brasil abre tradicionalmente os pronunciamentos de líderes na ONU desde a década de 1950.
Um alto funcionário do governo americano afirmou que Trump pretendia apresentar o uso do poder econômico, militar e político dos Estados Unidos diante de desafios internacionais. O discurso também deveria abordar cartéis de narcotráfico na América Latina, o programa nuclear do Irã e os interesses americanos na Groenlândia.