
O presidente Lula (PT) abriu a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), nesta terça (22), em Nova York, com uma cobrança por reação internacional às guerras e reclamações sobre a paralisia do Conselho de Segurança. O petista afirmou que a organização enfrenta seu momento mais crítico desde 2003, quando iniciou seu primeiro mandato presidencial.
O Brasil tradicionalmente abre a sessão anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, o que colocou Lula como o primeiro chefe de Estado a falar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa na sequência, como segundo líder na abertura.
Lula disse que o Conselho de Segurança e seus integrantes não conseguem proteger as populações atingidas por conflitos. Para o presidente, a incapacidade de agir reduziu a credibilidade da ONU e aumentou a vulnerabilidade de países sem poder militar.
“A ONU está falhando em uma de suas missões mais elevadas. A de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército nem arsenais nunca foi tão pequena”, afirmou.
“Somos todos reféns do imobilismo de um conselho de segurança que não cumpre seu papel”, prosseguiu.
Lula cita corrida armamentista e cobra reunião do Conselho de Segurança
O presidente declarou que as “concessões à lei do mais forte já passaram dos limites” e apresentou o Brasil como uma nação defensora da paz e da liberdade. Ele classificou a guerra como a “falência total da política”.
Lula afirmou que 2025 teve o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial e alertou para os recursos destinados ao setor militar. “Trilhões de dólares financiam uma nova corrida armamentista. Tensões geopolíticas ameaçam transformar confrontos regionais em uma conflagração de proporções globais”, disse.
Na fala, o presidente pediu responsabilidade e urgência aos países que controlam decisões internacionais. “Os líderes dos países que integram o Conselho de Segurança precisam se reunir”, afirmou.
Lula também elogiou a resolução aprovada pela Assembleia Geral em março de 2026 que reconheceu o tráfico transatlântico de africanos escravizados como “o crime mais grave contra a humanidade”. Ao ser aplaudido, ele disse que a ONU deve discutir escolhas entre multilateralismo e unilateralismo, democracia e extremismo, soberania e subordinação.
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