
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou “aniquilar” o Irã durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça (22). Ele falou no plenário após o pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável por abrir o encontro anual das Nações Unidas.
Ao abordar a guerra contra o Irã, prestes a completar oito meses, Trump colocou em dúvida a possibilidade de um acordo. “Será que um acordo será feito com o Irã ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica e faça isso rapidamente?”, questionou, em tom de ameaça.
Na sequência, afirmou que não daria ao país “a chance” de voltar a “matar e destruir países e pessoas”.
Trump também declarou que poderia levar os iranianos “para o inferno, sem chance de sobrevivência”. A fala ocorreu enquanto o governo americano enfrenta dificuldades para encerrar o conflito e às vésperas de eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
No momento em que ele fez a ameaça, a transmissão focou no representante do Irã presente na assembleia.
Trump: "Will a deal be made with Iran that lets them rebuild and create a far greater country than it ever was before … or do I annihilate the Islamic Republic, and do it quickly, never giving them a chance to kill and destroy people and countries again?" pic.twitter.com/p5GF1c2oV7
— The Post Millennial (@TPostMillennial) September 22, 2026
Trump exaltou economia e poder militar dos Estados Unidos
Antes de tratar diretamente do Irã, Trump dedicou o início de sua fala à defesa de seu governo e à exaltação dos Estados Unidos. “Os EUA estão de volta. Nosso país está mais forte hoje do que jamais esteve”, afirmou.
O presidente disse que a economia americana “faz a inveja do mundo”, classificou os militares do país como “os mais poderosos do mundo” e afirmou que a tecnologia dos EUA não tem rivais. “Estamos liderando em praticamente tudo”, declarou.
Trump também citou a política migratória de seu governo. “Três anos atrás, nosso país estava no leito de morte. Agora temos as fronteiras mais seguras do mundo, ninguém entra sem que tenha permissão”, disse.
O republicano negou relatos sobre escassez de armamentos no Exército americano e afirmou: “Enquanto outros falam de paz, eu tenho feito a paz acontecer”. O secretário de Estado, Marco Rubio, e a primeira-dama, Melania Trump, entraram no plenário após a fala de Lula para acompanhar o pronunciamento.
Lula e Trump não se encontraram nos bastidores, segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Desde 1955, o Brasil abre os discursos da Assembleia Geral; a ONU recomenda intervenções de até 15 minutos, mas Trump falou por uma hora na edição anterior.