
A delegação dos Estados Unidos não aplaudiu o presidente Lula (PT) na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça (22), em Nova York, segundo a coluna de Mariana Sanches no UOL. Os representantes americanos também permaneceram sentados enquanto o plenário recebia o discurso do brasileiro com aplausos.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, chegou à delegação pouco antes da fala de Lula. Nem ele nem os diplomatas americanos acompanharam a reação do restante do público ao presidente brasileiro.
A delegação dos EUA também foi a única, entre os mais de 190 países com assento na plenária, a não aplaudir de pé o último discurso do Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, na abertura do evento.
A postura não foi inédita. Em 2025, a delegação americana já havia deixado de aplaudir Lula durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.
Após a saída de Lula do plenário e antes do discurso de Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump, o secretário de Estado Marco Rubio e a chefe de gabinete Susie Wiles se juntaram à representação dos EUA. Nenhum dos três assistiu à fala do presidente brasileiro.

Guterres recebeu homenagem sem adesão dos Estados Unidos
Guterres recebeu uma ovação dos demais delegados e defendeu políticas de igualdade de gênero, a reforma do Conselho de Segurança e a criação imediata de dois Estados, Palestina e Israel, como saída para a guerra no Oriente Médio. A delegação americana não acompanhou ao menos meia dúzia de aplausos durante a fala.
A ONU enfrenta uma crise política e financeira enquanto busca o sucessor de Guterres. Trump tem atacado o organismo e, em 2025, criticou até a escada rolante e o teleprompter da sede da instituição, em Nova York; neste ano, a organização reforçou a manutenção da infraestrutura.
Trump discursaria depois de Lula e pretendia apresentar seu balanço sobre a atuação externa dos Estados Unidos. Uma alta autoridade da Casa Branca afirmou que o republicano celebraria a chamada Doutrina Donroe, sua releitura da primazia americana no continente.