
Graziella Gonçalves, viúva de Chorão, afirmou que o vocalista do Charlie Brown Jr. jamais apoiaria o candidato Flávio Bolsonaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela resumiu sua posição sobre o artista, morto em 2013: “Chorão é 13”. Com informações do site do jornalista Igor Miranda.
A manifestação ocorreu após eleitores de Flávio Bolsonaro usarem músicas da banda, como “Eu Protesto” e “Zóio de Lula”, em postagens de apoio ao político. Também voltou a circular um vídeo antigo em que Chorão diz: “não votem em Lula, votem em Zóio de Lula”.
Graziella disse que a gravação viralizada precisa ser entendida como brincadeira e contestou a leitura de que o cantor se alinharia ao candidato. “Quem escuta Charlie Brown e acha que [o Chorão] apoiaria esse candidato 22 [Flávio Bolsonaro], desculpa, você tá escutando errado”, afirmou.
Ela relatou que Alexandre Magno Abrão, nome de batismo do músico, “nunca gostou de política nem de políticos”, mas o definiu como alguém que lutava “pela vida, pelos direitos”. A estilista também disse que pessoas das famílias dos dois se beneficiaram de políticas públicas para morar, estudar e viver.
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Vídeo de Chorão sobre política voltou a circular
Na mesma fala, Graziella afirmou que o marido não apoiaria “pessoas envolvidas com as coisas que a gente sabe que essa família está envolvida”. Em seguida, repetiu: “Jamais 22. 13, Chorão é 13!”.
Outro vídeo compartilhado pela página Chorão Poesias mostra o cantor falando sobre a importância da política ao público. “Política, politicagem, tudo isso é muito chato, mas a política, se você for ver, é uma das coisas mais importantes da nossa vida”, disse no palco.
Na gravação, Chorão relaciona decisões políticas ao preço do pão, do álcool, do óleo, da gasolina, das tarifas de metrô e ônibus, dos salários e dos impostos. Ele sustentou que uma população mais politizada poderia “realmente conseguir mudar alguma coisa”.
Chorão fundou o Charlie Brown Jr. ao lado do baixista Champignon e liderou o grupo durante toda a sua trajetória. O cantor morreu em 6 de março de 2013, aos 42 anos, após uma overdose de cocaína.