TSE nega pedido de Flávio Bolsonaro e mantém vídeo que o chama de “mentiroso Master”

Flávio Bolsonaro
O candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Sergio Lima/AFP

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou um pedido de Flávio Bolsonaro (PL) para retirar um vídeo da campanha de Lula (PT) que o chama de “mentiroso Master”. A relatora considerou a expressão uma crítica à credibilidade do candidato, admissível no debate eleitoral, segundo a CNN Brasil.

Publicado em 26 de setembro no perfil @brasilcomlula, no Instagram, o vídeo reúne entrevistas e aponta contradições nas declarações de Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Daniel Vorcaro. A peça afirma que o senador mentiu ao negar conhecer o ex-banqueiro, receber dinheiro dele e viajar em seu jatinho.

Na ação contra Lula, a coligação Brasil Pronto Pra Mais, Gleisi Hoffmann e Marcelo Freixo, o candidato alegou que suas falas foram descontextualizadas. Também contestou a referência a “pelo menos 43 mentiras” e sustentou que o termo “mentiroso Master” ultrapassava os limites da crítica política.

Estela rejeitou esses argumentos. Segundo a ministra, o próprio vídeo apresenta as reportagens que sustentam as referências a Vorcaro, sem distorções que permitam classificar o conteúdo como falso. A menção às “43 mentiras”, observou, reproduz o título de um levantamento do Aos Fatos identificado na publicação.

A relatora classificou “mentiroso Master” como uma formulação “contundente e depreciativa”, mas entendeu que se trata de um juízo de valor sobre a credibilidade do presidenciável. A decisão preserva a crítica eleitoral, sem transformar a expressão em uma conclusão judicial sobre todos os fatos mencionados.

A ministra também afastou a alegação de desinformação envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A peça reproduz a negativa de Flávio Bolsonaro sobre retirar da santa o título de padroeira do Brasil e depois questiona sua palavra. Para Estela, a montagem critica a credibilidade do candidato, sem afirmar como fato que ele adotará essa medida.

A Procuradoria-Geral Eleitoral também havia se manifestado contra o pedido de retirada. O órgão considerou autênticas as declarações reproduzidas e destacou que as afirmações do vídeo estavam acompanhadas das respectivas fontes.

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