Quebec quer se separar do Canadá, mas vai esperar a saída de Trump

Em 18 de agosto de 2026, uma notícia publicada pelo jornalista Rob Gillies, da Associated Press (AP), indica que Paul St-Pierre Plamondon, líder do Parti Québécois, declarou que seu partido, que lidera as pesquisas de intenção de voto para as próximas eleições provinciais (5/10) e defende a secessão de Quebec da federação canadense, pretende adiar para janeiro de 2029 uma nova consulta sobre a independência. Um referendo nesse sentido estava previsto para 19 de outubro de 2026.

Na última consulta, realizada em 30 de outubro de 1995, 50,37% do eleitorado votou a favor da permanência no Estado canadense, enquanto 49,63% votaram pela secessão. Ou seja, o “Não” venceu por 0,74 ponto percentual. Os independentistas alegaram que cerca de 20% dos eleitores eram oriundos de outras províncias canadenses.

A província de Quebec tem uma população estimada de 9,1 milhões de habitantes, dos quais 80% são francófonos e já goza de grande autonomia. Quem viajar para Montreal encontrará no aeroporto uma alfândega, uma imigração e uma polícia franco-canadense cuidando especificamente dos assuntos da população de Quebec; e uma polícia, uma imigração e uma alfândega cuidando dos assuntos da população anglo-canadense.

A nova data escolhida pelos independentistas para o referendo não é aleatória. Em janeiro de 2029, Donald Trump terá concluído seu mandato como presidente dos Estados Unidos, se tudo acontecer dentro da normalidade.

Trump vem atacando repetidas vezes o Canadá e já defendeu publicamente que o país se torne o 51º estado dos Estados Unidos. Uma decisão de separação por parte de Quebec, neste momento, poderia afetar a estabilidade necessária para enfrentar os desafios decorrentes de uma postura mais agressiva de Trump.

Certamente, uma posição respeitável dos independentistas de Quebec, muito mais coerentes em defesa da autodeterminação de uma nação da qual não querem mais fazer parte do que os falsos patriotas da extrema-direita latino-americana, totalmente servis ao imperialismo e a Donald Trump. 

Ex-ministro da Defesa da Ucrânia, recém-demitido: “Estamos perdendo”

A Ucrânia está gradualmente perdendo terreno para a Rússia no campo de batalha, disse nesta terça-feira (25), o ex-ministro da Defesa ucraniano Mikhail Fyodorov.

Acho que agora é o ponto crucial que determinará nosso rumo, mas parece que estamos gradualmente, lentamente, perdendo [no conflito]“, disse ele em uma entrevista à Reuters citada pela TASS.

O ex-ministro enfatizou que o país precisa urgentemente descobrir uma maneira de acabar com o conflito. Ao mesmo tempo, disse ele, a Ucrânia sofre com “uma incapacidade de inovar, com corrupção e nepotismo entrincheirados e a falta de independência política nas instituições governamentais (…) sem mudanças urgentes na estratégia institucional e militar, a Ucrânia continuará perdendo“.

Em 14 de julho, Fyodorov foi demitido. Zelensky atribuiu sua remoção a conflitos com Alexander Syrsky, o comandante-em-chefe das forças armadas da Ucrânia. Protestos públicos exigindo a reintegração de Fyodorov eclodiram em toda a Ucrânia a partir de 16 de julho.

No entanto, Zelensky indicou Yevhenii Khmara para o cargo de ministro da Defesa, submetendo sua candidatura à Verkhovna Rada em 18 de agosto. O parlamento confirmou a nomeação no dia seguinte.

Laos e Vietnã fortalecem cooperação no combate à corrupção

Nesta última terça-feira, Vanhsay Phongsavanh, membro do secretariado do Comitê Central do Partido Popular Revolucionário do Laos (PPRL) e chefe da Autoridade Central de Combate à Corrupção, liderou uma delegação de alto nível durante uma visita oficial a Hanói, que incluiu uma sessão de trabalho com a Inspeção-Geral do Governo do Vietnã.

A delegação vietnamita foi chefiada por Nguyen Quoc Doan, membro do Comitê Central do Partido Comunista do Vietnã (PCV) e chefe da Inspeção-Geral da República Socialista do Vietnã.

Durante as conversas, os dois lados trocaram opiniões sobre o trabalho de inspeção do Partido e do Estado, principalmente sobre as ações de prevenção e combate à corrupção. Outros temas abordados foram a transformação digital, o desenvolvimento de bancos de dados de inspeção e a capacitação de pessoal.

Nguyen Quoc Doan afirmou que a relação Laos–Vietnã é marcada por grande amizade, solidariedade especial, cooperação abrangente e coesão estratégica, construída e fortalecida pelos líderes e pelos povos dos dois países ao longo de muitos anos. Ele ressaltou a importância de dar continuidade aos mecanismos de consulta, ao intercâmbio de delegações e de equipes de especialistas e ao compartilhamento de experiências nas áreas de inspeção e combate à corrupção.

Já Vanhsay Phongsavanh agradeceu a calorosa recepção oferecida à delegação laociana e reafirmou que o Partido, o Estado e o povo do Laos atribuem grande importância à relação tradicional entre os dois países. Ele apresentou ao lado vietnamita informações sobre a situação geral e o desenvolvimento do trabalho de inspeção na República Democrática Popular do Laos.

Segundo a KPL News, agência de notícias do Laos, a reunião representou mais um passo importante para o fortalecimento da cooperação prática e eficaz entre a Autoridade Estatal de Inspeção da República Democrática Popular do Laos e a Inspeção-Geral do Governo do Vietnã, contribuindo para aprofundar a grande amizade, a solidariedade especial e a cooperação abrangente entre os dois países.

“EUA são hoje um monstruoso buraco negro”

Em sua coluna publicada na edição de quinta-feira (27) do jornal Avante!, órgão central do Partido Comunista Português,Luíz Carapinha faz reflexões interessantes sobre a dívida pública dos EUA, que ultrapassou os 40 trilhões de dólares. Carapinha destaca os seguintes dados:

1 – A dívida pública corresponde atualmente a 125% do PIB estadunidense.

2 – Desde o primeiro mandato de Trump, em 2017, o valor da dívida mais do que duplicou.

3 – Apenas nos últimos cinco meses a dívida aumentou em 1 trilhão de dólares, o equivalente ao salário médio de um trabalhador norte-americano sendo pago por 615 milhões de anos.

4 – O pagamento dos juros líquidos da dívida já consome 19% da receita fiscal do país, o que equivale a cerca de 1 trilhão de dólares por ano. Isso significa que quase 1 em cada 5 dólares arrecadados em impostos é queimado apenas com juros, sem reduzir um único centavo do saldo devedor principal.

O autor aponta que os desafios próprios da economia dos EUA e os desequilíbrios estruturais do capitalismo (estagnação econômica, financeirização e desindustrialização) são enfrentados por Trump com o aumento da agressividade, sem poupar nem mesmo países aliados, o que não só é ineficaz como impulsiona a espiral da crise e do endividamento.

Conclusão de Carapinha: “Os EUA são hoje um monstruoso buraco negro no centro da constelação capitalista mundial. Quanto mais depressa a Humanidade tomar disso consciência, maiores as hipóteses de evitar o pior”.

Marx: “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande
 importância na história do mundo ocorrem,
 por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de
 acrescentar: a primeira vez como tragédia, a
 segunda como farsa.”

Karl Marx, O 18 de Brumário de Louis Bonaparte, 1852

Artigo Anterior

CTB participa de mobilização nacional pelo fim da escala 6×1 em todo o país

Próximo Artigo

Cleitinho enfatiza discurso contra custo de vida

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!