Presidente do PT diz que projeto sobre munições apoiado por Flávio favorece milícias

Edinho Silva afirmou que foi um erro do PT não assinar a CPI do Banco Master
O presidente do PT, Edinho Silva, durante o aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores. Foto: Divulgação/PT Brasil

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou neste sábado (17) que a retirada da identificação de munições, prevista em um projeto apoiado por Flávio Bolsonaro (PL), beneficia o crime organizado. A declaração foi feita no comitê da campanha de Lula (PT), em Brasília, segundo o Metrópoles.

“Quem defende que as munições não sejam rastreadas está beneficiando o crime organizado. Alguém que propõe uma lei dessa está legislando a favor da criminalidade, está legislando para o crime organizado”, disse Edinho. Ele acrescentou que a falta de rastreamento interessa a facções e milícias.

O debate envolve o Projeto de Lei 3.723/2019, apresentado pelo governo Jair Bolsonaro e modificado na Câmara dos Deputados. A versão aprovada pelos deputados prevê eliminar exigências de identificação que permitem rastrear a origem de munições e apurar desvios para o mercado ilegal. O texto segue em tramitação no Senado.

A proposta ganhou repercussão depois que Flávio Bolsonaro deixou sem resposta uma pergunta de Renata Lo Prete sobre o tema na sabatina da Globo, nesta sexta-feira (16). A jornalista questionou por que retirar marcações úteis à investigação de crimes. O candidato chamou a identificação de “detalhezinho” e passou a falar de outras medidas de segurança.


Edinho também cobrou prioridade para a votação da PEC da Segurança Pública. Segundo ele, a proposta está pronta para análise e deve ampliar a articulação da União com os estados no enfrentamento ao crime organizado.

O dirigente afirmou que, após a aprovação da PEC, Lula pretende criar o Ministério da Segurança Pública. A promessa de uma pasta específica faz parte da defesa de maior participação federal na área.

Sobre a redução da maioridade penal, Edinho disse que o assunto ainda precisa ser debatido dentro do partido, na sociedade e no Congresso. Para ele, essa discussão deve ocorrer sem impedir a votação da PEC. “O que nós estamos priorizando é a votação da PEC da segurança. Eu penso que isso que é central”, declarou.

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