
O portal de notícias UOL publicou uma mentira na última quinta-feira (15) em reportagem em que o DCM foi citado, além de alegar ter tentado falar com uma pessoa morta para ouvi-la como se fosse representante deste veículo de informação.
Assinada pelos jornalistas Renata Agostini e Tiago Dantas, a publicação trazia trechos de conversas supostamente vazadas do telefone do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em que o DCM seria citado. Os diálogos – supostamente ocorridos no ano passado – seriam entre o ex-banqueiro e um de seus então assistentes, Luiz Phillipi Mourão (conhecido como “Sicário”), morto em uma cela da Polícia Federal em março deste ano.
Nas supostas transcrições de conversa de WhatsApp, Vorcaro e seu então empregado se referem a um “diretor do DCM” que teria concordado em receber dinheiro para deixar de publicar reportagens negativas contra o banco Master.
Ninguém deste portal de notícias é identificado como beneficiário do suposto entendimento, nas supostas conversas ou em qualquer investigação da Polícia Federal, que, aliás, não está nem nunca esteve investigando o DCM ou quaisquer de seus profissionais.
O suposto entendimento entre este site de notícias e Daniel Vorcaro, conforme reportado pelo UOL, seria para que o DCM deixasse de publicar “notícias negativas” a respeito do então banqueiro e seus negócios.
Após o alegado acerto, este site de notícias já publicou mais de 60 reportagens trazendo denúncias dos crimes cometidos por Daniel Vorcaro e seus cúmplices, entre os quais estão políticos de expressão nacional e empresários e jornalistas dos maiores grupos de comunicação do país. Todas elas estão no ar até hoje, acessíveis aos profissionais do UOL e a qualquer pessoa com um computador e acesso à internet. Estão no ar mais de 60 reportagens e outras dezenas de lives no YouTube, e contando.
Tais fatos, porém, não foram levados em conta pelos jornalistas do UOL. Na realidade, é possível que nunca os tenham apurado ou deles tomado conhecimento, já que, conforme publicado ao final da reportagem, “O UOL não conseguiu contato com o DCM“.

A mentira do UOL: procuraram um morto para falar em nome do DCM
Ocorre, porém, que o UOL jamais fez qualquer tentativa de buscar o DCM para colher seu posicionamento a respeito do que o acusava. “Eu nunca fui procurado por esses repórteres ou por quaisquer outros para falar sobre este tema”, conta Kiko Nogueira, diretor deste site de notícias. Ele completa: “Também nenhum outro profissional da nossa redação foi procurado. O assunto, agora, ficará a cargo do nosso departamento jurídico”.
Assim, o autor desta reportagem (Vinícius Segalla) procurou o jornalista Tiago Dantas, do UOL, com quem já havia trabalhado por mais de quatro anos, no próprio UOL e no jornal Diário de São Paulo. Perguntei quem ele tinha procurado no DCM e qual o motivo dele não ter conseguido contatar este site de notícias, uma vez que é detentor dos meus contatos há mais de dez anos.
Inicialmente, o jornalista do UOL afirmou que ocupa cargo de chefia no portal, e que não havia sido ele quem tinha escrito a reportagem que atacava o DCM, e sim repórteres que teriam seus nomes preservados para não haver retaliações.
Depois, admitiu que o portal não havia, na realidade, procurado o DCM para que o veículo pudesse se defender. Afirmou, em contrapartida, que quem havia sido procurado para falar pelo DCM fora Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário” (que já estava morto quando a apuração da reportagem aconteceu), pois seria ele quem havia citado nome do DCM nas conversas. Em seguida, admitiu que esta não é a conduta devida tampouco a que fora noticiada pelo UOL, já que o tal Sicário jamais teve qualquer relação com o DCM, não havendo qualquer lógica em procurá-lo para falar em nome deste site de notícias, prometendo, por causa disso, publicar uma errata no portal.
Eu perguntei ao Tiago, em seguida, se eles haviam procurado uma pessoa morta para falar em nome do DCM, e como poderiam ter feito isso. O jornalista respondeu, então, que, na realidade, quem eles haviam procurado era o advogado do morto.
Na sequência, não pude evitar de responder com uma risada, já que pessoas mortas não possuem advogados que possam falar em nome de seus falecidos clientes, muito menos em nome de um site de notícias citado em uma suposta conversa de seu falecido cliente. Ainda, assim, perguntei o que o advogado teria respondido aos jornalistas. Tiago Dantas respondeu: “ele não falou nada”. Veja, abaixo, a reprodução do referido diálogo, com as escusas deste repórter pelo excessivo número de erros de digitação.




Como se nota, o jornalista do UOL encerra a conversa dizendo estar pronto para receber o posicionamento do DCM a respeito das mentiras publicadas. Pois aqui está.