
Interlocutores do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, afirmaram que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pode procurar diretamente a Procuradoria-Geral da República (PGR) para negociar uma eventual colaboração premiada, segundo o Blog do Valdo Cruz no g1. A avaliação surgiu após a divulgação do depoimento em que o banqueiro disse não confiar na corporação.
Vorcaro prestou o depoimento a um juiz auxiliar de André Mendonça. Ele elogiou a PGR e acusou a Polícia Federal de trabalhar para inviabilizar um possível acordo de delação.
Os interlocutores de Andrei disseram que a PGR fechou, nos últimos dias, dois acordos de colaboração premiada com pessoas envolvidas no caso Master. Para eles, Vorcaro poderia recorrer ao mesmo caminho sem negociar com a PF.
A Polícia Federal afirmou que a corporação e a própria PGR já recusaram duas propostas apresentadas pelos advogados de Vorcaro. Os órgãos consideraram que as ofertas não traziam fatos novos relevantes que justificassem benefícios ao banqueiro.

PGR defende arquivamento de pedido feito por Vorcaro
A PGR divulgou nesta quarta-feira (02) um parecer favorável ao arquivamento do pedido de Vorcaro para prestar o depoimento. O dono do Master alegou que sofria ameaças e intimidações de integrantes da equipe de Andrei, mas não apresentou provas das acusações.
Vorcaro também disse que poderia implicar integrantes do atual governo, incluindo o diretor-geral da PF, em uma eventual delação. Ele não tratou das suspeitas de fraudes bancárias nem de suas relações com políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal.
O depoimento ao juiz auxiliar ocorreu no mesmo dia em que a PF esperava ouvir Vorcaro na investigação sobre o uso de influenciadores digitais para atacar o Banco Central.
A oitiva na Polícia Federal não aconteceu na quinta-feira (27) e acabou transferida para a sexta-feira (28). Na quinta, Vorcaro prestou apenas o depoimento solicitado ao juiz auxiliar de André Mendonça.