
A GloboNews pediu desculpas por uma informação exibida no programa “Em Pauta” sobre uma mobilização de setores evangélicos ligada à candidatura de Flávio Bolsonaro para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A disse que o projeto citado havia sido apresentado em 2007 e arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008.
Maria Cristina Fernandes não inventou a existência de uma antiga e sempre viva reivindicação contra o título de Nossa Senhora. É algo central para esses radicais desde que o bispo da Universal Sérgio Von Helder chutou a santa na Record.
O projeto existiu. Foi apresentado pelo então deputado federal e pastor Victório Galli e pretendia alterar a referência legal à santa, substituindo “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
O arquivamento não significa que a reivindicação política e religiosa tenha desaparecido. Flávio já declarou que, se for eleito presidente, um de seus primeiros atos será decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A declaração foi feita ao justificar seu interesse em debater com pessoas que, segundo ele, não acreditam em Deus.
O debate sobre a remoção do status de N. Sra. Aparecida data de 2007, com PL proposto pelo ex-deputado Victorio Galli; o txt foi arquivado em 2008. Há quem aponte essa fala de Flávio, dizendo que irá declarar o Brasil “como “pertencente a Jesus Cristo”, como um aceno a essa tese https://t.co/b6fJsp8et4 pic.twitter.com/wIdbjhG2i6
— Jeff Nascimento (@jnascim) September 25, 2026
O autor do projeto, Victório Galli, se aproximou do bolsonarismo e foi nomeado assessor especial da Presidência da República no início do governo Jair Bolsonaro. Portanto, não há razão para fingir que a discussão sobre o lugar de Nossa Senhora Aparecida no imaginário e na legislação brasileira surgiu do nada nesta eleição.
Recentemente, o apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, declarou voto em Flávio Bolsonaro. Sua mulher, Sonia Hernandes, já havia usado a mesma expressão — “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo” — em discurso durante o ato bolsonarista de 7 de Setembro.
A correção da emissora não transforma em ficção o projeto que existiu, nem apaga um pleito doutrinário de crentes bolsonaristas.
Isso é balela, uma humilhação para a jornalista e mais uma fraquegada da Globo diante de seu candidato preferido.
🚨🇧🇷 AGORA: Edição da Meia-Noite, da GloboNews, acaba de fazer a errata da informação divulgada pela Maria Cristina Fernandes.
A emissora pediu desculpas pelo erro. pic.twitter.com/Sle5PT0CtX
— Brasil Alternativo (@bralternativo_) September 25, 2026