
A equipe do cineasta norte-americano Oliver Stone afirmou que o documentário “Lula” não recebeu recursos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Stone dirigiu a obra ao lado de Rob Wilson, e seus auxiliares disseram que ele não pediu nem recebeu dinheiro do empresário.
A manifestação respondeu a um áudio publicado pela revista Veja e atribuído a Vorcaro. Na gravação, o ex-banqueiro afirmaria ter destinado R$ 30 milhões ao documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os auxiliares do diretor também afirmaram que Stone sequer havia ouvido falar de Vorcaro. O cineasta não teria sido informado sobre eventuais negociações de patrocínio para a produção no Brasil.
Em nota, os produtores e diretores do filme declararam que não houve recebimento de recursos ligados ao empresário ou ao Banco Master. O texto também incluiu empresas e fundos associados a Vorcaro na negativa.
Nota cita negociações envolvendo Banco Master

“Em resposta às especulações recentes na imprensa brasileira, os produtores e diretores de ‘Lula’ (2024) —obra do cineasta Oliver Stone e Rob Wilson— esclarecem que não houve quaisquer recebimentos de recursos, investimentos, patrocínios ou contribuições de qualquer natureza originados a partir de negociações com Daniel Vorcaro, com o Banco Master ou de qualquer empresa ou fundo a eles associados”, disseram os responsáveis pela obra.
Stone já havia negado em maio que o documentário tivesse recebido o suposto patrocínio. A nova manifestação ocorreu após a circulação do áudio atribuído a Vorcaro.
“Lula” chegou ao público em 2024. O longa acompanha a trajetória do presidente, com foco no período entre sua prisão, em 2018, e a volta ao Planalto, em 2022.
Rob Wilson assina a direção do documentário com Stone. A nota divulgada pela equipe atribui a negativa aos dois diretores e produtores da obra.