
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) aparece com 16% das intenções de voto para o Senado em Santa Catarina e empata tecnicamente com o senador Esperidião Amin (PP), que marca 19%, e com a deputada federal Caroline de Toni (PL), com 12%, na pesquisa Quaest divulgada na segunda (24).
O levantamento testou um cenário para as duas vagas que o estado elegerá ao Senado em 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca os três nomes em condição de empate técnico.
Carlos Bolsonaro construiu sua carreira política no Rio de Janeiro, onde nasceu e exerceu mandato de vereador, mas transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina para disputar uma vaga no Senado. A mudança recebeu apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A entrada do filho do ex-presidente na corrida provocou incômodo entre aliados locais da direita e pressionou o governador Jorginho Mello (PL). O governador defendia uma composição com Amin, enquanto a presença de Carlos e Caroline de Toni aponta para uma chapa do PL na disputa.

Quaest ouviu 804 eleitores em Santa Catarina
Na sequência do cenário para o Senado, o ex-presidente do PT catarinense Décio Lima (PT) aparece com 9%. Ele também está tecnicamente empatado com Caroline de Toni dentro da margem de erro. Afrânio Boppré (PSOL) e Antídio Lunelli (MDB) têm 2% cada.
Outros sete nomes registraram 1% ou menos. O levantamento indicou 23% de eleitores indecisos ou que não souberam responder, enquanto 11% declararam voto branco, nulo ou a intenção de não votar.
A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre 20 e 23 de agosto. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e recebeu os registros SC-00517/2026 e BR-07160/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
Na disputa pelo governo catarinense, Jorginho Mello lidera com 50% das intenções de voto. O ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD) tem 17%, e Gelson Merisio (PSB), apoiado pelo presidente Lula, soma 4%.