
O ex-vereador e presidente do União Brasil em São Paulo, Milton Leite, afirmou que não está foragido e que se apresentará às autoridades em até 24 horas. A Justiça expediu um mandado de prisão contra ele na Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
Em conversa com o Metrópoles, Leite disse que está no interior paulista e negou que tenha deixado a capital para fugir da operação. “Eu vou me apresentar, eu pedi 24 horas para poder me apresentar. Não estou me escondendo não”, afirmou.
A investigação apura suspeitas de atuação do núcleo político do Primeiro Comando da Capital (PCC), com possível infiltração em empresas do sistema de transporte público de São Paulo. A Justiça decretou a prisão de 16 pessoas no caso.
Entre os alvos estão o advogado e candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) e Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans e ex-secretário de Mobilidade e Trânsito da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Defesa cita reuniões sobre o transporte de São Paulo
Milton Leite negou qualquer envolvimento com o PCC e atribuiu à sua atuação no poder público os encontros com Oliveira citados pela polícia. Ele disse que as reuniões ocorreram quando assumiu interinamente a Prefeitura de São Paulo, durante o período em que presidia a Câmara Municipal.
“Eu me reunia porque era vice-prefeito e eu tive essa designação pelo Bruno Covas, em resolver a questão dos transportes”, declarou o ex-vereador ao explicar sua relação com o ex-dirigente da SPTrans.
Leite afirmou que tinha uma viagem programada para a campanha de seu filho, Milton Leite Filho (União Brasil), candidato à Câmara dos Deputados. Ele também disse que viajou ao interior para tratar de assuntos de sua empresa.
O presidente do União Brasil paulista acrescentou que sua mulher está fora do Brasil e que pediu para ela retornar. “Foi coincidência só. Eu saí para cuidar de assuntos da minha empresa e de campanha do meu filho, no interior de São Paulo”, disse.