Mercadante defende diretor da PF: “Descortinou as fraudas envolvendo o Master”

Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, publicou uma nota defendendo Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, após crise no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ele afirma que Rodrigues “tem sido um parceiro para adoção de mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, além do desenvolvimento de novas ferramentas de gestão de riscos nas relações institucionais e financeiras”. 

Mercadante ainda lembrou que ele foi responsável pela operação que “descortinou” o escândalo do Banco Master. “Reitero minha confiança na condução independente das investigações em curso pelas autoridades competentes e manifesto respeito ao trabalho técnico desenvolvido pelo delegado geral Andrei Rodrigues e pela Polícia Federal”, prosseguiu.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Leia a nota na íntegra:

A atuação do delegado Andrei Rodrigues à frente da direção-geral da Polícia Federal tem sido pautada pelo rigor, pela ética e pelo interesse público. Andrei liderou a maior operação da história do Brasil contra o crime organizado, a Carbono Oculto, e tem enfrentado, além do crime organizado, crimes financeiros e ameaças ao Sistema Financeiro Nacional.

Junto ao BNDES, Rodrigues tem sido um parceiro para adoção de mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, além do desenvolvimento de novas ferramentas de gestão de riscos nas relações institucionais e financeiras. Essas e outras iniciativas têm colocado a PF na linha de frente do enfrentamento às fraudes financeiras.

Foi sob a liderança de Andrei que a PF deflagrou a operação que descortinou as fraudas envolvendo o Banco Master. Por isso tudo, é inaceitável que tentem questionar a atuação de Andrei e da própria Polícia Federal, com base em ilações de um réu confesso, que busca tumultuar as investigações e interferir no processo eleitoral em trânsito. Instrumentalizar um processo em curso para fins políticos fragiliza a própria condução das investigações e a estabilidade das instituições responsáveis por elas.

Reitero minha confiança na condução independente das investigações em curso pelas autoridades competentes e manifesto respeito ao trabalho técnico desenvolvido pelo delegado geral Andrei Rodrigues e pela Polícia Federal no enfrentamento do maior crime financeiro da história do país.

Aloizio Mercadante
Presidente do BNDES

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