
A mãe de um menino de 9 anos acionou a Justiça para regularizar a guarda do filho depois que ele apareceu com uma arma sobre um carro em um ato bolsonarista em Parnamirim, na Grande Natal. A criança acompanhava o pai durante uma comemoração pela votação de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. Com informações da coluna do Carlos Madeiro no UOL.
O Conselho Tutelar acompanha o caso e ouviu a mãe na manhã desta terça-feira (07). Ela afirmou que não sabia que o filho estava no ato com o pai, de quem está separada, e decidiu impedir temporariamente os encontros entre os dois até uma decisão judicial.
A conselheira tutelar Amanda Melo relatou que a mãe recebeu os vídeos por amigos, depois que as imagens se espalharam nas redes sociais. “Ela ligou para o pai desesperada, e ele foi deixar a criança na casa dela”, disse Amanda.
O menino teria chorado ao voltar para a mãe e tentado inocentar o pai. A conselheira afirmou que a criança ficou exposta pela circulação das imagens e que a mãe se irritou com a situação.
🔫 💥 Menor comemora o resultado de Flávio Bolsonaro no 1° turno das eleições, apontando uma arma para o alto em Parnamirim (RN). https://t.co/8tJOa3wmOp
— République (@republiqueBRA) October 5, 2026
O Conselho Tutelar comunicou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente para apurar se houve crime. O órgão também informou o Ministério Público, que acompanha as providências relacionadas ao caso.
Em nota, a polícia confirmou que identificou os pais e investiga o episódio. A corporação não detalhou as diligências porque o procedimento tramita sob segredo de Justiça.
Os pais estão separados há cerca de oito anos, mas não tinham formalizado judicialmente a guarda. Eles mantinham um acordo informal: a criança ficava com a mãe durante a semana e passava os fins de semana com o pai.
O pai disse à mãe que o menino segurava uma arma de brinquedo. Amanda Melo afirmou que a mãe recebeu uma foto do objeto e questionou a presença dele no ato; conforme o relato, o pai respondeu que, da próxima vez, “iria comprar uma boneca” para o filho. A criança iniciou acompanhamento psicológico e voltou à escola após conversar com amigos, informou a conselheira.