O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (14) projeto atrelado ao programa Move Brasil que terá R$ 30 bilhões de linhas de crédito para renovação da frota de taxistas, ciclistas, motoristas de aplicativo (motos e carros) e profissionais de transporte escolar.
Os investimentos serão do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis), que serão liberados e administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica.
Os motoristas beneficiados terão 84 meses para pagar o financiamento com juros de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres.
Os veículos novos devem respeitar critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.
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Na cerimônia, o presidente aproveitou para criticar o mercado de apostas esportivas por causar vícios que já vitimaram pessoas no país. Lula considera que as bets estão causando doenças e prometeu “medida drástica” em breve.
Com relação ao programa, Lula se diz feliz ao saber que já foram financiados 150 mil carros e 19 mil motos.
“Segundo o companheiro Alckmin é recorde de venda. As empresas de moto ajudaram muito a financiar pelos bancos delas. Então companheiros motoristas, motociclistas e ciclistas quero dar os parabéns. Estamos apenas começando porque é preciso pagar um salário justo para vocês”, disse sob aplausos.
Lula ainda defendeu a construção de lugares para carregamento dos equipamentos e higienização dos condutores. “Isso para vocês não ficarem perdidos como um lobo pelas ruas desse país”, afirma.
Emocionada, a representante dos entregadores, Lica, destacou a importância da política pública que estava sendo lançada pelo presidente. Ela cobrou maior apoio do governo para a pauta de reivindicação da categoria. “O fim da escala 6×1 é muito importante para o trabalhador, mas nós não temos direitos”, disse.
“O presidente Lula é o único que realmente olha para a classe trabalhadora e que faz alguma coisa por nós. A gente luta, briga e é muito sufocante conseguir qualquer coisa. Quero pedir ao senhor presidente que olhe pra gente pela taxa mínima de R$ 10 por pedido e R$ 2,50 por quilômetro rodado acima de 4 km”, reivindica.
“Nós sabemos que há muito o que fazer para esses trabalhadores e trabalhadoras. Nosso governo tem dialogado para que haja mais transparência no algoritmo para que não ocorra bloqueios indevidos e se possa ter uma remuneração mais justa”, disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.