
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o jornalista Rafael Colombo, da GloboNews, chamando Alexandre de Moraes de “ex-ministro do STF” durante uma análise sobre pesquisa eleitoral. Moraes continua no Supremo Tribunal Federal e mantém sua agenda de julgamentos.
O ato falho ocorreu enquanto a emissora abordava a crise envolvendo o magistrado. A tarja com o tema da discussão e um gráfico do levantamento apareciam ao fundo durante a fala.
A publicação que divulgou o trecho não identificou o apresentador da GloboNews que cometeu o erro. O vídeo tem cerca de 29 segundos e passou a circular em meio às discussões sobre a permanência de Moraes na Corte.
Ato falho é o nome que a psicanálise dá para quando alguém comete um erro aparentemente involuntário ao falar, escrever, esquecer ou trocar nomes, que pode revelar um pensamento, desejo ou sentimento oculto.
Alexandre de Moraes integra o STF desde 2017. O ministro descartou a possibilidade de renunciar ao cargo diante das pressões mencionadas no debate político.
Isso aconteceu AO VIVO.
Jornalistas da Rede Globo já estão tratando o Ministro Moraes COMO UM EX MINISTRO. pic.twitter.com/wYGivbENGt
— Sidnelson (@SidnelsonEu) September 14, 2026
Pesquisa Datafolha mediu efeito das acusações no voto
A discussão na GloboNews tratava de pesquisa do Datafolha divulgada no domingo (13), que mediu o impacto eleitoral das acusações contra Moraes. O levantamento apontou que 85% dos entrevistados afirmaram que o caso não mudou nem deve mudar seu voto para presidente.
Outros 7% disseram ter ficado em dúvida sobre a escolha eleitoral, enquanto 4% declararam ter mudado de ideia. O instituto ouviu 2.002 pessoas entre 8 e 10 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Moraes enfrenta pressão após a divulgação de um contrato de R$ 130 milhões que relacionou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao escritório de advocacia da mulher do ministro. Presidenciáveis passaram a defender a renúncia dele e a abertura de um processo de impeachment.
A permanência do ministro também entrou no debate editorial de grandes jornais, que defenderam sua saída do tribunal. Apesar disso, Moraes segue no cargo, e não há prazo definido para o encerramento da controvérsia em Brasília.