O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse aos empresários e banqueiros, durante jantar na noite desta segunda-feira (31), no Palácio da Alvorada, que a relação comercial com os Estados Unidos deve melhorar após as eleições. Segundo ele, a posição do governo norte-americano está contaminada pelo período eleitoral brasileiro.
Por conta de um diálogo recente entre Lula e Donald Trump, integrantes do governo brasileiro se reuniram nesta segunda-feira com representantes de Comércio dos Estados Unidos para tratar do tarifaço sobre as exportações brasileiras.
O lado brasileiro disse não concordar com as medidas unilaterais impostas contra o país, que não são compatíveis com as regras multilaterais de comércio.
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Novo encontro deve ocorrer para “avaliar o progresso alcançado nas tratativas bilaterais e nas reuniões técnicas que serão realizadas nas próximas semanas”.
No jantar, que reuniu 16 grandes empresários e banqueiros, tratou-se sobre a necessidade da queda da taxa de juros, uma das mais altas do planeta, para que o país tenha condições de alavancar ainda mais sua economia.
Também criticou as altas taxas dos juros e o poder limitado do governo interferir na política monetária.
Apesar da “insustentabilidade dos juros”, o presidente disse aos presentes que a responsabilidade fiscal não se sobreporá à sua agenda social.
Também reclamou dos questionamentos sobre seu compromisso fiscal, “depois de dois governos com superávits primários e agora uma gestão que reduziu o déficit legado pelo antecessor e que entregou um orçamento com déficit”.
O presidente reafirmou que tem consciência do aumento da dívida pública, mas que, ainda assim, tenta manter a inflação dentro da meta e persegue um superávit primário.
Lula vai promover ainda uma conferência com 200 executivos e investidores em São Paulo em setembro.