
A TV Globo deu espaço à campanha das empresas de apostas esportivas contra a decisão do governo Lula de proibir as bets no Brasil. Durante a transmissão de Santos x Flamengo, nesta quinta-feira (8), o narrador fez referência às mensagens contrárias à medida que apareciam nas placas de publicidade ao redor do gramado, segundo vídeo divulgado nas redes sociais pelo perfil Futementales.
A manifestação faz parte de uma campanha organizada por associações que representam o setor de apostas. Com o slogan “Proibir não é proteger”, as empresas passaram a utilizar espaços publicitários nos estádios para contestar a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro.
O Flamengo também participou do protesto. Os jogadores entraram em campo com a frase “Proibir não é proteger” estampada na parte frontal da camisa, no espaço anteriormente ocupado pela marca da Betano, patrocinadora máster do clube.
Nas placas publicitárias, as mensagens questionavam a decisão do governo federal. Entre os textos exibidos estavam “Não se muda a regra no meio do jogo”, “A quem interessa o mercado ilegal?” e “Quem lucra com as bets ilegais?”. A iniciativa foi articulada pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL).
Grupo Globo indo forte contra a MP das Bets pic.twitter.com/c7VDfW8VPs
— FUTEMENTALES (@FUTEMENTALES) October 8, 2026
A proibição das apostas tornou-se uma das decisões do governo Lula contestadas por setores empresariais, enquanto o presidente disputa o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Ao reproduzir o discurso das bets durante uma transmissão esportiva, a emissora ampliou o alcance de uma campanha contrária a uma medida do candidato petista.
A emissora abriu espaço, durante uma partida de grande audiência, para mensagens de uma campanha empresarial contra uma decisão de Lula. A ação beneficia politicamente o discurso de oposição ao governo, embora não haja evidência de que tenha sido coordenada com a campanha de Flávio Bolsonaro.