
O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem rejeição de 47% entre os eleitores, enquanto o presidente Lula (PT) registra 45%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (03). Os índices medem a parcela que afirma não votar nos candidatos de jeito nenhum na disputa presidencial de 2026. Com informações de Folha de S.Paulo.
O levantamento ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 125 cidades, na terça-feira (01) e na quarta-feira (02). Encomendada pela TV Globo e pela Folha, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026 e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Há duas semanas, Flávio Bolsonaro marcava 46% de rejeição, um ponto abaixo do resultado atual. Lula tinha os mesmos 45% aferidos agora. A candidatura do senador passou a ser tratada como o nome do bolsonarismo na corrida depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o filho para a eleição.
Entre os demais nomes pesquisados, o escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 9% de rejeição. Romeu Zema (Novo) tem 16%, Renan Santos (Missão) soma 15% e Ronaldo Caiado (PSD) registra 13%.

Augusto Cury ampliou presença nas redes antes da pesquisa
Cury havia sido rejeitado por 8% dos entrevistados na rodada anterior, quando ainda tinha menor nível de conhecimento. Uma estratégia de divulgação nas redes sociais acrescentou 2,5 milhões de seguidores ao perfil do candidato no Instagram, apesar de ele dispor de 35 segundos por bloco no horário eleitoral gratuito.
A campanha do candidato nega que tenha pago influenciadores ou usado robôs para impulsionar sua presença digital. Adversários levantaram suspeitas sobre a origem do crescimento nas redes.
Na pesquisa anterior, Zema, Caiado e Renan Santos estavam tecnicamente empatados na rejeição: o ex-governador de Minas Gerais tinha 16%, o governador de Goiás registrava 14% e o dirigente do Missão também somava 14%.
Marqueteiros costumam considerar taxas acima de 40% um obstáculo relevante, especialmente quando o candidato enfrenta adversários menos rejeitados em eventual segundo turno. Se Lula e Flávio Bolsonaro avançarem à etapa final, a proximidade nos índices deve concentrar a disputa nos eleitores ainda indecisos.