Governo Lula anuncia fila zerada do INSS e queda do tempo de espera

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (3) que alcançou a meta de zerar a fila de atendimento no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o tempo médio de espera caiu para 34 dias.

Ao lado do presidente, em evento no Palácio do Planalto, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse que há cerca de 224 mil pedidos de benefícios da Previdência com mais de 45 dias de espera.

“É um resíduo dentro de um conjunto gigantesco (…) A fila de beneficiários acima de 45 dias, que era em fevereiro de 1,8 milhão, se transformou em um resíduo de pouco mais de 200 mil, que são de casos mais complexos”, explica.

O ministro lembra que sempre haverá pessoas esperando uma resposta do INSS, pois entram pedidos novos todos os dias.

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“Zerar a fila é quando temos menos gente esperando do que a quantidade de gente que entrou no mês anterior. O que era fila se transforma em fluxo de atendimento. Isso aconteceu em agosto deste ano. Recebemos uma fila grave, com 1,7 milhão de pedidos represados, e estamos monitorando. Só agora em agosto isso aconteceu”, afirma.

Na sua fala, o presidente Lula disse que a vinculação dos benefícios sociais ao salário mínimo não é responsável pelo déficit da Previdência Social e voltou a criticar a taxa de juros.

“O déficit é porque a gente tem que pagar 1 trilhão e 300 bilhões de juros todo ano, sabe, para resolver o problema desse país. Eu nunca, eu nunca aceitei jogar a responsabilidade do déficit em cima da Previdência Social”, disse Lula.

Lula também defendeu o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

“O BPC tem critérios, se as pessoas estão pedindo, é porque acham que têm direitos. Nós temos que avaliar se tem direito. Se tem direito, a gente dá. Se não tem direito, a gente diz que não tem direito. É assim que funciona a máquina pública”, afirma o presidente.

Proteção social

Durante o evento, os dados apresentados reforçaram a dimensão do sistema de proteção social brasileiro.

A cobertura da Previdência atinge 82% da população idosa do país (60 anos ou mais), percentual que aumenta para 90,3% quando nos referimos à área rural. O pagamento de benefícios representa R$ 1,149 trilhão por ano na economia.

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