
O publicitário Jeferson Monteiro, criador da página de humor “Dilma Bolada”, negou neste sábado (26) ter sido o primeiro a comentar nas redes que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. “Tentativa de construir uma narrativa e manipular esse debate”, disse Monteiro. Com informações de Folha de S.Paulo.
A campanha de Flávio atribuiu a origem do que chama de boato a uma conta de Monteiro no X. O publicitário confirmou que o perfil é dele, mas afirmou que não publicou tal informação sobre o candidato do PL à Presidência.
Monteiro escreveu que católicos não deveriam votar em candidatos que ameaçam a democracia. “Católico não vota em nenhum Bolsonaro”, afirmou.
Ele também declarou que suas manifestações sobre uma eventual retirada do título de padroeira se referiam a propostas defendidas pela “extrema direita no passado” e que hoje encontram respaldo “em diversas vertentes extremistas”.
Católico não vota em nenhum Bolsonaro e nem em nenhum candidato que queira retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira e Rainha do Brasil.
Tudo com Jesus. Nada sem Maria. E Bolsonaro na cadeia! 🙏🏼🇻🇦🇧🇷
— jef 🇧🇷🇻🇦 (@jeferson) September 24, 2026
A proposta do ex-assessor de Bolsonaro
A proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil existiu. Foi apresentada em 2007 pelo então deputado federal Victorio Galli, de Mato Grosso, e arquivada no ano seguinte. Galli viria a atuar como assessor especial da Presidência no governo de Jair Bolsonaro.
A discussão voltou às redes após a jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, mencionar uma reação de setores da Igreja Católica a uma parcela de evangélicos que tentaria retirar de Aparecida a condição de padroeira. Horas depois, a emissora, claramente alinhada à candidatura da extrema-direita, recuou desmentindo a jornalista.
Também circulou um vídeo gravado por Flávio em 23 de agosto. Nele, ao justificar sua ausência em um debate da TV Bandeirantes, o senador afirma: “Quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.