
A candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) chamou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro de “covarde” após ele atacá-la nas redes sociais. A campanha da ex-ministra enviou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e anunciou que pedirá à Justiça Eleitoral a remoção das publicações.
Na noite de segunda (28), Eduardo Bolsonaro chamou Tebet de “vassala do Lula” e insinuou que ela “se prostitui por cargo”. As declarações miraram a candidata durante a disputa pela vaga no Senado em São Paulo.
Em nota, Tebet afirmou que o ex-parlamentar a atacou para tentar desqualificá-la politicamente. “É um covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio”, disse a candidata.
A campanha classificou as ofensas como uma “forma abjeta de violência política contra a mulher”. A nota afirma que não se trata de crítica ou divergência, mas de uma tentativa de intimidar uma mulher que ocupa espaço de poder.
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Campanha cita condenações de Eduardo Bolsonaro
A manifestação de Tebet também lembrou que Eduardo Bolsonaro recebeu condenação por coação no curso do processo. A campanha usou o episódio para sustentar que os ataques contra a candidata não representam uma divergência política comum.
A nota acrescentou que o ex-deputado acabou de receber condenação por difamação contra outra mulher. Tebet vinculou esse histórico à acusação de que ele usa ataques pessoais contra adversárias mulheres.
A defesa da candidata solicitará à Justiça Eleitoral que retire das redes sociais o conteúdo com as ofensas. O pedido busca interromper a circulação das declarações durante a campanha eleitoral.
A notícia-crime já encaminhada ao MPE pede apuração dos fatos sob a perspectiva da violência política contra a mulher. O órgão poderá avaliar se as publicações justificam medidas na esfera eleitoral e criminal.