Imagem de Nossa Senhora Aparecida é encontrada sem cabeça em cidade bolsonarista

Imagem de Nossa Senhora Aparecida vandalizada em Cuiabá. Foto: Reprodução

Uma imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada sem cabeça na noite da última sexta (25), na Cruz do Chilão, no bairro Santa Helena, em Cuiabá. A Arquidiocese da capital de Mato Grosso divulgou o caso e pediu que as autoridades identifiquem os responsáveis.

A imagem estava quebrada em um espaço que, conforme a Arquidiocese, integra a memória religiosa, histórica e cultural da cidade. A instituição não informou circunstâncias adicionais sobre o dano nem a autoria.

Em nota, a Arquidiocese afirmou que a liberdade de consciência e de crença, assim como o livre exercício dos cultos religiosos, são direitos assegurados pela Constituição Federal.

“Atos de intolerância, discriminação e violência motivados pela religião podem configurar crimes e devem ser devidamente apurados e responsabilizados pelas autoridades competentes”, declarou a instituição.

A nota definiu Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, como “Mãe protetora e intercessora” para os católicos.

Arquidiocese cobra respeito aos símbolos de todas as religiões

A Arquidiocese lembrou que as paróquias e comunidades católicas realizam celebrações e atividades durante outubro em homenagem à padroeira do Brasil, uma das principais referências da fé católica no país.

“Sua imagem merece respeito, assim como devem ser respeitados os símbolos, espaços sagrados e manifestações de fé de todas as tradições religiosas”, afirmou a entidade.

A instituição também repudiou “toda forma de intolerância religiosa, vandalismo e violência contra símbolos de fé”. No comunicado, citou a necessidade de diálogo, respeito, responsabilidade na comunicação e busca pela verdade durante a Sede Vacante, período de transição da Arquidiocese de Cuiabá.

A Arquidiocese espera que o caso seja apurado, que os responsáveis sejam identificados e que a Justiça tome providências. “Não à intolerância religiosa! Sim ao diálogo, à fraternidade e ao amor!”, concluiu a nota.

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