
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou nesta quinta (24) que prestará depoimento à Polícia Federal em outubro como testemunha no inquérito que investiga o caso Banco Master. A apuração examina suspeitas de irregularidades e de favorecimento de servidores da autoridade monetária à instituição financeira.
Galípolo disse que recebeu a intimação e afirmou estar disponível para colaborar. “Como eu já disse várias vezes, eu estou sempre à disposição de todas as instituições, respondendo aqui, no Senado, na Polícia Federal, para poder contribuir”, declarou.
O presidente do BC acrescentou que pretende relatar à PF o que já informou em outras ocasiões sobre o processo. “Estou sempre à disposição para poder relatar como foi esse processo”, afirmou.
A convocação ocorreu depois que depoimentos colhidos pela PF mencionaram o nome de Galípolo. Os investigadores também intimaram o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual.

PF investiga relação entre Banco Master, sistema financeiro e servidores públicos
O inquérito concentra-se na relação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, com integrantes do sistema financeiro e servidores públicos. A PF apura se houve repasse de informações sigilosas e atuação interna para beneficiar o banco.
O Banco Central liquidou o Banco Master em 2025 após identificar fraudes bilionárias nas operações da instituição. O caso se tornou um dos maiores episódios recentes de fraude no sistema financeiro brasileiro.
Os investigadores também analisam discussões internas no Banco Central sobre a supervisão do Master e decisões relacionadas à liquidação da instituição. Os depoimentos das autoridades citadas integram a fase de coleta de informações do inquérito.
Galípolo deverá comparecer à Polícia Federal em outubro na condição de testemunha. A intimação não equivale a acusação contra o presidente do Banco Central.