Flávio aciona TSE contra posts sobre título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro durante atividade de campanha. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir providências contra a informação de que retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil caso seja eleito. A mensagem circulou nas redes sociais e atingiu diretamente um tema sensível para o eleitorado católico.

Segundo o Metrópoles, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, afirmou que o candidato já protocolou a iniciativa na Justiça Eleitoral. A medida busca apurar a disseminação da alegação sobre uma eventual mudança no status religioso atribuído à santa.

As publicações atribuíram a Flávio Bolsonaro a intenção de assinar um decreto para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida, celebrado oficialmente em 12 de outubro. O senador negou que exista qualquer projeto com esse objetivo.

Flávio declarou que pretende editar, como primeiro ato de um eventual governo, um decreto afirmando que o “Brasil é do Senhor Jesus”. A frase buscou dialogar com eleitores evangélicos, mas não prevê alteração do título de padroeira do Brasil.

Na tarde desta sexta-feira, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exigiu a retirada de mais de 1,6 mil publicações sobre o caso. Entre eles, o do humorista Antonio Tabet, fundador do Porta dos Fundos.

Senador nega mudança no título da padroeira

Em vídeo gravado durante agenda em Minas Gerais, Flávio Bolsonaro disse ter sido informado sobre a mensagem falsa. “Que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”, afirmou.

O candidato também declarou ser evangélico e disse respeitar todas as denominações religiosas. Na mesma fala, atribuiu a circulação da informação à “milícia do PT” e acusou adversários de espalharem mentiras na campanha.

Nossa Senhora Aparecida é reconhecida como padroeira do Brasil por lei, e o dia 12 de outubro é feriado nacional em sua homenagem. O título tem forte presença na tradição católica brasileira e mobiliza milhões de fiéis todos os anos.

Em 2007, o então deputado Professor Victório Galli, na época filiado ao PSL de Mato Grosso, apresentou um projeto para alterar a lei e substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos católicos do Brasil”. A proposta não tem relação com Flávio Bolsonaro nem com o pedido levado agora ao TSE.

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