
Ainda há quem duvide que parte das esquerdas joga contra as próprias esquerdas, contra o governo e contra Lula. Quem duvida deve ler ou reler essa nota de Monica Bergamo, de 20 de agosto, sobre o impacto do que eles chamam de ‘caso Lulinha’ nas pesquisas:
“Pesquisas internas que orientam as lideranças do PT, feitas por mais de um instituto, registram que a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro, que variava entre sete e dez pontos a favor do petista, se estreitou nesta semana, oscilando entre dois e três pontos. Pesquisas qualitativas, em que grupos de eleitores conversam em maior profundidade com mediadores, mostram que o caso Lulinha já entrou na pauta e é o causador do estrago”.
O que o Datafolha acabou mostrando, dois dias depois, informa o contrário: a exploração do ‘caso Lulinha’ não teve efeito algum. Ficou tudo como estava em julho.

E aí alguém pode especular que Monica Bergamo inventou a nota, ou que alguém vazou informação distorcida para a jornalista. Monica é uma das raras jornalistas das corporações que não jogam contra a democracia, e não só contra Lula.
Se não fosse assim, não teria sido a única repórter brasileira a ter acesso ao governo e a entrevistar o presidente de Cuba, que está hoje em manchete da Folha:
“Díaz-Canel diz que EUA asfixiam Cuba, nega guinada capitalista e afirma que país está em pé e não se rende”