
O ex-coach Pablo Marçal (PRTB) afirmou que desistirá da candidatura à Presidência em 2026 caso não tenha segurança jurídica de que a Justiça Eleitoral autorizará sua participação na disputa. A decisão busca impedir que uma eventual candidatura sub judice interfira no resultado da eleição. Com informações de Metrópoles.
Marçal disse que anunciará publicamente a desistência e pedirá aos eleitores que não votem nele se seu nome entrar nas urnas eletrônicas antes de uma decisão judicial definitiva sobre o registro.
A estratégia pretende evitar que os votos recebidos por Marçal reduzam o total de votos válidos e favoreçam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse efeito poderia ampliar as chances de uma vitória do petista ainda no primeiro turno.
Em tese, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisa analisar todas as candidaturas até 14 de setembro de 2026, data prevista também para a lacração das urnas eletrônicas. O processo pode continuar após esse prazo por causa de recursos e outras etapas judiciais.

Votos anulados poderiam alterar o cálculo do primeiro turno
Se o julgamento não terminar antes da preparação das urnas, o nome de Marçal poderá constar nos equipamentos mesmo com a candidatura sub judice. Nessa situação, os eleitores conseguirão digitar seu número e confirmar o voto normalmente.
Analistas avaliam que Marçal retiraria mais votos de Flávio Bolsonaro (PL) do que de Lula. A presença do ex-coach na disputa, portanto, poderia fragmentar principalmente o eleitorado do candidato bolsonarista.
Caso a Justiça Eleitoral derrube posteriormente a candidatura com base na Lei da Ficha Limpa, os votos atribuídos a Marçal serão anulados. A exclusão reduziria o universo de votos válidos usado para calcular a maioria absoluta necessária no primeiro turno.
Com um total menor de votos válidos, Lula precisaria de menos votos absolutos para superar a marca de 50%. O possível impacto eleitoral depende do calendário de julgamento do registro e de uma eventual decisão definitiva antes da lacração das urnas.