Democracia versus Dominação, por Mario Ramos

DEMOCRACIA versus DOMINAÇÃO
Mídia, Judiciário e Factóides, na Perspectiva Indelével da Realidade Histórica

Mario Ramos — MAAR

“Amai a todas as pessoas, hoje e sempre,
Com o Fraterno Amor que tendes por vós mesmos (as)”.
Jesus de Nazaré.
(em adaptação livre)

As candentes contendas travadas acerca das eleições brasileiras, neste turbulento início da II Quadra desta nossa XXI Centúria da Era Cristã (2026 d.C.), constituem a ponta do iceberg de uma vasta crise sistêmica globalizada, que dissemina dissonâncias cognitivas debilitantes, e ameaça inviabilizar a existência da Humanidade enquanto tal.

Vale lembrar que o conceito de Humanidade é estruturado em torno da construção da Cultura e do resultante processo civilizatório, que ingressa em etapa superior a partir do advento da legalidade constitucional e do Estado Democrático de Direito. E fato é que esse desenvolvimento histórico só é possível através da prevalência da racionalidade, da qual nasce a produção e o compartilhamento do conhecimento e de premissas éticas.

Neste sentido, as práticas brutalizantes da dominação de espectro total, patrocinada pelo ultra imperialismo predatório, através dos mecanismos de desinformação, manipulação, cooptação, coação e coerção, agridem a Humanidade em sua essência, pois visam impor a deplorável aceitação da violência política, exercida, de modo cruel e arrasador, com o nefasto objetivo de impor e expandir vantagens econômicas, usurpação de riquezas e espoliação contra as nações vulnerabilizadas, vítimas de ingerências internacionais, law fare, sanções comerciais, pressões diplomáticas e traiçoeiras distorções midiáticas.

Além disso, nesta fase terminal da hegemonia imperialista, o mundo assiste estarrecido a uma escalada do uso inescrupuloso do poder econômico para exercer pressão política, e à violação do direito internacional, bem como da soberania de países fragilizados, por meio de práticas criminosas, agressões militares e operações encobertas, realizadas para financiar e favorecer asseclas da necropolítica neocolonial, que perpetram crimes contra a humanidade e permanecem impunes, por força da ação de grupos fascistóides.

Assim, a avaliação das variáveis que influenciam essas eleições no Brasil deve ser feita na ampla perspectiva da guerra híbrida, movida pelas estratégias imperialistas, mediante atuação da extrema direita nacional e estrangeira, tendo em vista que a disputa eleitoral em apreço configura um embate decisivo entre a legítima preservação da Democracia e a abjeta ameaça de submeter a nação brasileira aos ditames da dominação predatória.

INGERÊNCIA DO ULTRA IMPERIALISMO PREDATÓRIO

Inúmeras evidências das intervenções do ultra imperialismo capitaneado pelos EUA nas disputas políticas travadas no Brasil mostram a deliberada intenção de influenciar de maneira determinante os rumos da sociedade brasileira para favorecer interesses escusos de elites predatórias, estribadas em relações de dominação e dependência que ditam as condições nas quais as atividades econômicas são realizadas no país, bem como fixam limitações impeditivas do desenvolvimento autônomo sustentável.

Exemplos dessas intervenções imperialistas são as recorrentes tarifas impostas sobre a exportação de produtos brasileiros, determinadas em movimentos cíclicos, concatenados com as iniciativas voltadas para a desestabilização de instituições nacionais, em conluio com representantes da extrema direita, na esteira das pretensões de levar de volta ao poder hordas de traidores da pátria, que se arvoram a reiniciar os processos de redução e degradação das estruturas regulatórias e do poder público, nos moldes praticados pelo desgoverno que dominou a nação brasileira após o golpe de estado de 2016.

Desde o início do segundo semestre de 2025, agentes do bolsonarismo têm buscado se apoiar no intervencionismo autoritário do atual governo dos EUA, inclusive com vários pedidos ostensivos de medidas voltadas para prejudicar a economia brasileira, nos quais resulta caracterizada a prática de crimes de lesa pátria, perpetrados com o propósito de enfraquecer a candidatura do Presidente Lula à reeleição no pleito que se aproxima.

Neste sentido, vale destacar que dezenas de parlamentares dos EUA têm denunciado as ingerências do país, exercidas por meio de recentes medidas econômicas prejudiciais ao Brasil, com a expressa avaliação de que tais medidas visam enfraquecer instituições democráticas brasileiras e comprometer a confiança da população no processo eleitoral.

Segundo reportagem da imprensa britânica, os referidos parlamentares destacam que as mencionadas sanções econômicas, acompanhadas de pressão diplomática, compõem um exercício ilegítimo, usado para influenciar a política brasileira às vésperas da eleição.

Além disso, o próprio candidato bolsonarista à presidência da república teria oferecido a garantia de que, caso ele vencesse essas eleições, o governo dos EUA poderia indicar representantes de seus interesses para atuar na definição de políticas públicas no Brasil.

Ademais, diversos observadores da dinâmica geopolítica têm apontado uma influência direta de agentes da extrema direita internacional nas recentes eleições presidenciais em países da América Latina, tais como Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru. E são conhecidos os desdobramentos da intervenção dos EUA na Venezuela, com o seqüestro do Presidente Maduro e a usurpação de parcelas significativas das reservas de petróleo, na esteira de agressões militares e de brutais execuções extrajudiciais, cometidas sob a pretensa justificativa de combate a atividades de tráfico de drogas jamais comprovadas.

Nessa toada, importa observar que há também denúncias de iniciativas de empresas dos EUA com vistas a financiar e gerenciar o desenvolvimento de estruturas de formação e gerenciamento de pessoal para operar e disseminar a implantação de veículos de mídia e plataformas digitais de extrema direita no Brasil; bem como que há denúncias relativas ao desenvolvimento de instituições no país voltadas para projetos estrangeiros nas áreas de tecnologia, energia e mineração, além de denúncias de impulsionamento irregular de conteúdos de propaganda favorável ao candidato presidencial bolsonarista, através de contas estrangeiras em rede social de grande alcance.

PERFÍDIA DA EXTREMA DIREITA FASCISTÓIDE

Neste ponto, é indispensável recordar que os representantes do bolsonarismo atuam com base no mesmo autoritarismo propalado pelo anterior mandatário federal, caracterizado pelas tentativas de ruptura institucional e de derrogação da legalidade democrática, das quais resultaram condenações no STF por tentativa violenta de abolição da Democracia através de golpe de estado, inclusive com planos de assassinato do presidente eleito em 2022, assim como do vice-presidente eleito na mesma época, e de outras autoridades.

De igual maneira, é imprescindível recordar que o anterior mandatário federal afirmava sua admiração pelo regime de exceção implantado no golpe de 1964, e fazia apologia da violência política como método para enfrentar adversários de esquerda; assim como que o referido indivíduo, hoje condenado pela fracassada tentativa de golpe de estado em 2022 e pela indução dos atentados de 08/01/2023, elogiava torturadores, além de fazer apologia das milícias e de usar cargos públicos para favorecer matadores de aluguel.

Nessa linha, é necessário não deixar de observar a multiplicidade dos fortes indícios de envolvimento de políticos da extrema direita brasileira em escândalos de corrupção, que são objeto de investigações em marcha e de processos penais em tramitação, tais como os relacionados com esquemas de fraude contra aposentados do INSS, desvio de verbas públicas através de emendas parlamentares, e fraudes contra o sistema financeiro relacionadas com os prejuízos causados pelo banco Master, impulsionados pelo ilegal e criminoso esquema de tráfico de influência usado para alavancar danosa malversação de recursos provenientes de fundos de previdência, em especial ligados a órgãos públicos.

Indo adiante, é dever recordar que a falta de sensibilidade para com os direitos sociais e opções de política econômica voltadas para desregulamentação de atividades financeiras tiveram conseqüências nefastas, a exemplo do crescimento do contingente populacional em situação de fome e de vulnerabilidade extrema no período de 2018 a 2022, e do aumento da lavagem de dinheiro e das referidas fraudes contra o sistema financeiro.

Para completar o quadro de horrores resultante do desgoverno bolsonarista no período supra referenciado, é importante lembrar da desestruturação das normas e dos órgãos de defesa ambiental, bem como do crescimento exponencial das graves agressões ao meio ambiente, com aumento do desmatamento, dos incêndios em biomas frágeis, dos danos causados pelo garimpo ilegal e pela extração ilegal de madeira. A tal ponto que este conjunto de crimes contra o equilíbrio ecológico começou a causar sérios prejuízos à exportação de produtos agrícolas, em decorrência de sanções internacionais motivadas.

Diante de tantas evidências históricas dos danos provocados pelas políticas desastrosas praticadas pelo desgoverno bolsonarista quando esteve na presidência da república, não é coerente o apoio que importantes segmentos do poder econômico ainda parecem dar ao candidato bolsonarista na eleição presidencial. Tal apoio, dissimulado ou explícito, além de desconsiderar os riscos potenciais da inépcia da extrema direita para governar o país, acarreta a possibilidade de desencadear tragédias de grandes proporções, conforme resta já comprovado em traumáticas experiências históricas adiante mencionadas.

DEGRADAÇÃO E DESESTABILIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO

Uma das conseqüências mais graves do crescimento da extrema direita é visto através das inúmeras evidências de degradação do poder judiciário, que possui relação dual, de simbiose negativa, com o avanço das hordas fascistóides no Brasil, pois a conivência do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça para com graves abusos praticados no âmbito dos processos fraudulentos do chamado Mensalão, da Operação Greenfield, e da Lava-Jato, bem como nas patranhas antijurídicas relacionadas com o golpe judicial-parlamentar do impeachment, que derrubou de forma inconstitucional o governo da Presidente Dilma Roussef, e com a condenação sem povas e prisão antes do trânsito em julgado, que retirou do Presidente Lula o legítimo direito de concorrer na eleição presidencial de 2018, foram fatores determinantes da escalada de derrogação de direitos sociais, de agressões ao meio ambiente, e de violência política neste país.

Em face da trajetória de degradação do poder judiciário e de negação da vigência efetiva da legalidade constitucional, é preciso notar que a reversão da escalada autoritária teve um freio apenas a partir do momento em que o STF percebeu o risco iminente de abolição violenta do regime democrático, inclusive com a possibilidade de eliminação física de componentes da própria Suprema Corte, ameaçada de modo acintoso pelas hordas de asseclas da extrema direita, insufladas pelo desgoverno bolsonarista.

Nesse compasso, faz-se mister ressaltar que os erros cometidos pela Suprema Corte na complacência e conivência com os abusos observados nos casos acima referidos vieram a ser repetidos quando as mais altas instâncias do poder judiciário no Brasil, TSE, STF e CNJ, deixaram de zelar pelo respeito às normas legais e constitucionais que deveriam ter sido aplicadas para cassar a chapa presidencial bolsonarista logo após as eleições de 2018, ou até mesmo antes do pleito, por força de crimes eleitorais comprovados.

Todavia, é impossível não reconhecer que, apesar da coleção de falhas graves cometidas nos casos supra referenciados, a redenção do STF veio com a atuação correta e decisiva que se mostrou determinante para evitar a derrocada da Democracia brasileira, após o salvador ponto de inflexão resultante da vitória do Presidente Lula na eleição de 2022.

Entretanto, a desestabilização do poder judiciário continua a trazer riscos para o Brasil, em razão de iniciativas inconstitucionais promovidas por ministros do STF a serviço da continuada tentativa de inviabilizar a preservação do estado democrático de direito.
Exemplos gravíssimos das referidas iniciativas inconstitucionais estão evidenciados nas flagrantes violações das atribuições exclusivas da Procuradora Geral da República e da Polícia Federal, caracterizadas por esdrúxulas decisões insustentáveis proferidas pelo ministro terrivelmente bolsonarista, excelentíssimo dr. André Mendonça, no que tange a desvio de finalidade, abuso de autoridade e crimes de responsabilidade configurados nos procedimentos iniciados contra o excelentíssimo ministro Alexandre de Morais.

Neste ponto, cabe frisar que os relatórios da Polícia Federal e as conclusões da PGR são taxativos ao asseverar que não foram encontrados quaisquer indícios de conduta ilícita do referido ministro Alexandre, nem sequer confirmação de alegadas conversas entre o mencionado ministro e o réu principal do processo do banco Master, nem tampouco foi encontrado nada que justifique suspeita de favorecimento do réu pelo ilibado ministro.

Já no que se refere às denúncias contra o ministro André a situação é outra, pois foram apontadas evidências de reunião do mencionado ministro com o referido réu, realizada fora das dependências do STF, na sede de uma empresa de propriedade do ministro, conforme informações reportadas pela imprensa e não confrontadas pelo magistrado.

Acresce que, segundo alguns observadores da mídia, as denúncias que afirmam existir conflito de interesse na atuação do ministro André no processo do banco Master teriam adquirido contornos mais plausíveis em decorrência de contratos do instituto do referido ministro e de decisões favoráveis ao réu principal do mencionado processo.

O possível embasamento de denúncias de atuação irregular do ministro André teria sido ainda reforçado diante da ausência de medidas voltadas para requerer investigação dos fortes indícios de ilicitudes atribuídas ao senador bolsonarista candidato à presidência da república, e do nítido direcionamento de investigações com motivação política.

Desse modo, os posicionamentos da excelentíssima ministra dra. Cármen Lúcia e do excelentíssimo ministro dr. Edson Fachim ao pretenderem considerar iguais as situações referentes às denúncias contra o ministro André Mendonça e às frágeis ilações contra o ministro Alexandre de Morais deixam transparecer equívocos insustentáveis, os quais carecem de retificações ágeis e transparentes, aptas a redimir as falhas evidenciadas.

Inclusive por que, na atual conjuntura, diante de uma disputa eleitoral decisiva para a continuidade da democracia brasileira, as questões relativas à proteção da estabilidade e funcionalidade das instituições do poder judiciário adquirem dimensão maior.

Outra seara gravíssima surge a partir de absurda determinação proferida pelo presidente do TSE, excelentíssimo sr. dr. ministro Kássio Nunes, que talvez caracterize ocorrência de prevaricação, visto que deixou de encaminhar pedido de investigação de indícios de irregularidade decorrente das alegações de autofinanciamento de pesquisas eleitorais em institutos que não parecem possuir solidez patrimonial suficiente para sustentar custos elevados da atividade, que somam dezenas de milhões de reais, prática que na realidade pode camuflar uma tentativa de esconder os verdadeiros contratantes das pesquisas; ao passo que impôs exigências técnicas descabidas para a realização de novas pesquisas, com a pretensão de vigência imediata, a partir do segundo turno das eleições de 2026.

Resta então evidenciada a necessidade de atuação ágil e eficiente do MPE, que precisa realizar acionamento do STF para requerer urgente suspensão das descabidas exigências técnicas impostas pela mencionada determinação do TSE; bem como deve realizar uma rigorosa e célere investigação dos indícios de ocultação dos contratantes de pesquisas de intenção de voto, que podem ser usadas como instrumentos de manipulação eleitoreira.

À luz das ponderações acima expendidas, resulta patente a necessidade de conscientizar a Suprema Corte acerca da responsabilidade social de suas atribuições, com vistas a ter capacidade de prover o saneamento dos procedimentos de competência do Supremo, a fim de zelar pelo pleno respeito aos princípios do devido processo, às prerrogativas do plenário do STF, e à garantia da efetiva vigência das normas constitucionais.

CONIVÊNCIA E INCOERÊNCIA DA MÍDIA CORPORATIVA

Um dos fatores que têm favorecido, de maneira indefensável, a ameaçadora expansão da estrema direita no Brasil é o papel negativo exercido por diversos veículos da chamada mídia corporativa, visto que tais empresas têm escamoteado informações relativas aos graves indícios fortes de envolvimento do candidato bolsonarista e de apoiadores seus em inúmeros escândalos reportados pela imprensa mais independente, bem como por credenciados observadores da cena política e por especialistas com alta credibilidade.

A esta altura, resulta recomendável alertar a mencionada mídia e seus colaboradores de que a dinâmica atual da difusão de informações, aliada ao avanço da conscientização de amplos segmentos da sociedade brasileira acerca dos danos causados pela catastrófica atuação da extrema direita e seus asseclas, tende a acelerar a percepção da tendenciosa e mal dissumulada falta de isenção do pseudo jornalismo main stream.

Nessa toada, vale recordar que a tardia confissão da conivência de grandes empresas da imprensa brasileira para com abusivas atrocidades perpetradas por torpes agentes do regime ditatorial no Brasil, durante as décadas de 1960 e 1970, não foram e nunca serão suficientes para apagar a memória traumática que pesa sobre tais organizações.

Do mesmo modo que nada apagará a sombra cinzenta que paira sobre a deletéria ação da denominada ‘grande imprensa’ e das estruturas de desinformação no que tange ao vil suporte fornecido para a imposição da extrema direita nos altos escalões do poder.

Então, é urgente a mudança de postura da denominada mídia corporativa, para evitar a crescente perda de credibilidade e aceitabilidade, mediante adoção de conduta adequada à função social exercida pela imprensa, que tem o dever de informar sem distorcer fatos e sem ocultar dados de realidade considerados contrários aos seus interesses políticos.

RELEVÂNCIA E LIMITAÇÕES DA MÍDIA INDEPENDENTE

Por outro lado, é preciso registrar que a auto intitulada mídia independente está longe de ser um conjunto homogêneo de estruturas e pessoas passíveis de serem classificadas na categoria de progressistas, pois há veículos e influenciadores que pretendem se incluir na mencionada rubrica mesmo sendo financiados de modo não transparente e adotando posicionamentos a favor de interesses antidemocráticos, adversários dos direitos sociais.

Contudo, há canais de comunicação alternativos que são mesmo independentes e são conduzidos por profissionais que possuem real credibilidade e sincero compromisso com o verdadeiro jornalismo. Esses canais, assim como seus respectivos condutores e colaboradores, têm desempenhado um papel de relevância máxima, pois constituem via essencial para permitir o acesso do público em geral à informação de qualidade.

Não obstante, é necessário ponderar aqui que tem havido, em muitos momentos, certa inadequação das abordagens, no que se refere à escala de prioridades relacionada com a efetiva contribuição para o enfrentamento das estratégias de manipulação utilizadas por simpatizantes da extrema direita e pela mídia que favorece os segmentos ilusionistas.

Vale dizer que não constitui estratégia coerente a excessiva atenção dedicada a factóides relacionados com controvérsias sobre assuntos que, apesar de serem relevantes, não são os temas mais importantes para o momento, diante da proximidade das eleições, tendo em vista que as questões religiosas, morais e pessoais possuem menor influência na decisão do eleitorado do que as questões sociais e econômicas, referentes, por exemplo, a saúde, educação, emprego e renda, segurança publica e estabilidade democrática.

Por esta via, faz-se mister frisar que resultam muito positivas as medidas adotadas pelo governo federal nas semanas recentes, no que diz respeito ao aumento do bolsa família de acordo com a legislação em vigor, bem como o anúncio da nova fase do programa de redução do endividamento dos consumidores e o fim da perversa indústria de apostas, as quais impulsionam a lavagem de dinheiro, drenam a renda das famílias vulneráveis e comprimem a demanda agregada, além de criarem graves problemas de saúde pública.

DIMENSÃO HISTÓRICA DAS CONDUTAS POLÍTICAS

Para completar a avaliação das variáveis incidentes na decisiva conjuntura pré-eleitoral, da qual depende o futuro da Democracia no Brasil, urge lembrar que a danosa ascensão da extrema direita no país evidência a grave ameaça de retrocesso político, econômico e social que caracteriza o projeto de dominação do poder pelas hordas bolsonaristas.

E também urge recordar que a chegada do nazismo ao poder na Alemanha, na década de 1930, foi viabilizada pela opção irresponsável das classes dominantes alemãs, as quais cometeram o terrível erro de acreditar que poderiam utilizar impunemente o fascismo para impedir o avanço dos direitos sociais, requeridos pela classe trabalhadora. E toda a tragédia que resultou da opção de apoiar o nazismo nunca será esquecida nem perdoada, pois o julgamento maior é feito pelas novas gerações, à luz dos fatos e da História.

                                      Brasil, 01 de outubro de 2026.* Para a DEMOCRACIA seguir em frente *                                                                                                      Mario Ramos – MAAR.
* Devemos reeleger LULA PRESIDENTE *                                                                                                                       Economista.

REFERÊNCIAS

01. Da República de Weimar à imprensa brasileira. Luís Nassif. https://jornalggn.com.br/coluna-economica/da-republica-de-weimar-a-imprensa-brasileira-por-luis-nassif/

02. Gabinete do Ódio no Supremo, André Mendonça sistema acusatório e imparcialidade judicial. Luciana Bauer. https://jornalggn.com.br/artigos/l-bauer-mendonca-sistema-acusatorio-e-imparcialidade-judicial/

03. Ação no STF detalha possível interferência dos EUA nas eleições do Brasil. Ivan Longo. https://operamundi.uol.com.br/eleicoes-2026-brasil/acao-no-stf-detalha-possivel-interferencia-dos-eua-nas-eleicoes-do-brasil/

04. Democratas dos EUA acusam Trump de interferência. Tatiane Correia. https://jornalggn.com.br/geopolitica/democratas-eua-acusam-trump-interferencia-eleicoes-brasileiras/

05. Na ONU Trump ameaça usar força militar na América Latina. Camila Bezerra. https://jornalggn.com.br/geopolitica/na-onu-trump-ameaca-usar-forca-militar-na-america-latina/

06. Soberania ou subordinação Lula confronta pressão dos EUA em discurso na ONU. Ana Gabriela Sales. https://lornalggn.com.br/politica/soberania-ou-subordinacao-lula-confronta-pressao-dos-eua-na-onu/

07. Fernando Cerimedo e o atual modus operandi da extrema direita na América Latina. Bruno Lima Rocha. https://jornalggn. com.br/artigos/cerimedo-e-o-modus-operandi-da-extrema-direita-por-bruno-rocha/

08. Dez anos da Operação Greenfield O uso do lawfare para privatizar a gestão dos fundos de pensão. Rede Lawfare Nunca Mais. https://jornalggn.com.br/artigos/dez-anos-da-operacao-greenfield-e-do-uso-do-lawfare/

09. Xadrez A patranha de André Mendonça e as grandes falsificações da história. Luís Nassif. https://jornalggn.com.br/coluna-economica/xadrez-a-patranha-de-mendonca-e-as-falsificacoes-da-historia/

10. Do Master ao INSS Passeio de Flávio em jatinho de R 82 milhões de Vorcaro é só a ponta do icerberg. Jornal GGN
https://jornalggn.com.br/politica/do-master-ao-inss-passeio-de-flavio-em-jatinho-de-r-82-milhoes-de-vorcaro-e-so-a-ponta-do-icerberg/

11. Emenda de Flávio Paga ONG Acusada de Fraude e Entidade Inexistente. Amanda Rossi, Arthur Rodriguese Tiago Maia.
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/10/01/emenda-de- flavio-paga-ong-acusada-de-fraude-e-entidade-inexistente.htm

12. O Escudo das Américas e a eleição brasileira. Wagner Sousa. https://jornalggn.com.br/artigos/o-escudo-das-americas-e-a-eleicao-brasileira-por-wagner-sousa/

13. André Mendonça e a integridade democrática pós-golpe. Luciana Bauer. https://jornalggn.com.br/artigos/l-bauer-andre-mendonca-e-a-integridade-democratica-pos-golpe/

14. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário. Gilmar Mendes. https://jornalggn.com.br/opiniao/ninguem-desfaz-manchete-com-reparo-tardio-em-plenario-por-gilmar-mendes/

15. O Brasil não cabe no quintal de ninguém? Paulo Nogueira Batista Jr. https://jornalggn.com.br/artigos/o-brasil-nao-cabe-no-quintal-de-ninguem-por-paulo-n-batista-jr/

16. Por que devemos votar em Lula. Paulo Kliass. https://jornalggn.com.br/opiniao/por-que-devemos-votar-em-lula-por-paulo-kliass/

17. Nos bastidores de encontro com Lula empresários buscam o menos pior. Graciliano Rocha Colunista. https://economia.uol. com.br/colunas/graciliano-rocha/2026/09/26/nos-bastidores-de-encontro-com-lula-empresarios-buscam-o-menos-pior.

18. O financismo tenta cercar Lula. Paulo Kliass. https://jornalggn.com.br/opiniao/o-financismo-tenta-cercar-lula-por-paulo-kliass/

19. CNBB informa que enfrenta problemas para acessar conta oficial no X. Camila Bezerrahttps://jornalggn.com.br/noticia/cnbb-informa-que-enfrenta-problemas-para-acessar-conta-oficial-no-x/

20. CNBB denuncia dificuldades de acesso ao X em meio à polêmica com campanha de Flávio. Victor Farinelli. https://operamundi.uol.com.br/eleicoes-2026-brasil/cnbb-denuncia-dificuldades-de-acesso-ao-x-em-meio-a-polemica-com-campanha-de-flavio/

21. O jornalismo sela e a desmoralização do jornalismo. Luís Nassif. https://jornalggn.com.br/midia/luis-nassif-o-jornalismo-sela-e-a-desmoralizacao-do-jornalismo/

22. Lula assina MP que proíbe bets no Brasil e determina retirada de plataformas do ar. Camila Bezerra. https://jornalggn.com.br/politica/lula-assina-mp-que-proibe-bets-no-brasil-e-determina-retirada-de-plataformas-do-ar/

23. Bets O pecado mora ao lado. Marcelo Peixoto e Marcio Christino. https://jornalggn.com.br/artigos/bets-o-pecado-mora-ao-lado-por-peixoto-christino/

24. O escândalo do autofinanciamento das pesquisas. João Francisco Meira. https://jornalggn.com.br/artigos/o-escandalo-do-autofinanciamento-das-pesquisas-por-joao-meira/

25. O cotidiano retorna ao centro da disputa eleitoral. Carmem Leitão e Rômulo Paes de Sousa. https://jornalggn.com.br/artigos/leitao-sousa-o-cotidiano-retorna-ao-centro-da-disputa-eleitoral/

26. Guerra Híbrida Instrumentaliza Crise Institucional para Manipular Eleições no Brasil. Mario Ramos. https://jornalggn.com.br/artigos/guerra-hibrida-para-manipular-eleicoes-no-brasil-por-mario-ramos/

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