
Fernanda Louback (PL), vereadora de Niterói e amiga de Michelle Bolsonaro, será vice-governadora do Rio na chapa de Douglas Ruas (PL), que atingiu 50,88% após a retotalização neste sábado (10). A proclamação formal do resultado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio está marcada para 15 de outubro. Com informações do UOL.
Eleita em 2024 com 3.503 votos, Louback está no primeiro mandato. Antes, tentou uma vaga de vereadora em 2020 e de deputada estadual em 2022, sem sucesso. Foi a primeira presidente do PL Mulher em Niterói, fez campanha para Jair Bolsonaro em 2018 e 2022 e apoia Flávio Bolsonaro na disputa presidencial deste ano.
Na sessão de 3 de março, ao se opor à homenagem a Ludmilla, Louback afirmou que “parece que é crime no Brasil você ser branco”. A vereadora acusou a cantora de fazer apologia às drogas e comentou a cor do cabelo de Benny Briolly, autora da proposta, para questionar sua defesa da população negra. O título de cidadã niteroiense foi aprovado por oito votos a seis.
Entre suas bandeiras está a chamada Lei Anti-Oruam, proposta para restringir recursos municipais em eventos voltados a jovens que promovam apologia às drogas ou ao crime organizado. Louback também se posicionou contra banheiros neutros em espaços públicos e defendeu a internação compulsória de pessoas em situação de rua com dependência química. Ela inclui políticas para pessoas com transtorno do espectro autista e seus familiares em sua atuação.
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Antes da política, trabalhou como modelo e venceu o Miss Rio de Janeiro em 2003, representando Nova Friburgo. Também participou do Zorra Total, da Globo: começou como figurante e trabalhou por cerca de dois anos no programa, ao lado de Paulo Silvino. Depois, passou a atuar no comércio de joias e semijoias.
Em dezembro de 2025, Benny Briolly acusou o chefe de gabinete de Louback, identificado como Thiago, de entrar sem autorização em seu gabinete, gravar, gritar e intimidá-la ao cobrar um parecer sobre um projeto. Benny classificou o episódio como violência política de gênero. Ao jornal O Dia, a assessoria de Louback negou invasão, agressão e intimidação e afirmou que o servidor fez uma solicitação funcional de documento na recepção institucional.
Uma certidão do distribuidor de Niterói, emitida em 23 de julho de 2026, registrou que nada constava contra Louback nos procedimentos criminais pesquisados de 21 de julho de 2006 a 21 de julho de 2026. Outra, expedida pelo Tribunal de Justiça do Rio em 13 de julho, apresentou resultado negativo nas bases consultadas do segundo grau, com exclusão de processos sigilosos. Os resultados se limitam aos períodos e às bases indicados nos documentos.