VÍDEO: Lula cobra explicação de Flávio Bolsonaro sobre corte de R$ 200 bilhões

Lula durante agenda de campanha no Rio Grande do Norte
Lula durante agenda de campanha no Rio Grande do Norte. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou neste sábado (10) que Flávio Bolsonaro (PL) explique de onde pretende cortar R$ 200 bilhões em gastos públicos. Em ato de campanha no Rio Grande do Norte, Lula associou a proposta do adversário à possibilidade de redução de recursos destinados à população pobre e defendeu a valorização das aposentadorias vinculadas ao salário mínimo.

“Quando o meu adversário diz que vai cortar R$ 200 bilhões, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte”, disse Lula. “Eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país que teve coragem de cortar dos ricos, dos banqueiros, dos empresários, do sistema financeiro, dos fazendeiros. Eles sempre cortam dos pobres.”

A equipe de Flávio defende uma redução de despesas equivalente a cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto, estimada em R$ 200 bilhões no primeiro ano de um eventual governo. A campanha do senador, porém, ainda não detalhou quais áreas sofreriam os cortes.

Flávio afirma que manterá programas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Farmácia Popular e Pé-de-Meia. O candidato também prometeu reajustar o Bolsa Família, reduzir prestações habitacionais e conceder aumentos reais a aposentadorias; o PL criou um site e um quadro no horário eleitoral para rebater acusações de que os benefícios poderiam sofrer suspensão.

Lula cita salário mínimo, combustíveis e investimentos no Nordeste

No discurso, o presidente afirmou que aposentados passaram anos sem aumentos acima da inflação antes de sua volta ao Planalto, em 2023. Lula citou a retomada da política de valorização do salário mínimo para sustentar sua defesa dos benefícios previdenciários pagos no piso nacional.

O petista também atacou a oposição ao falar sobre obras e políticas públicas no Nordeste. “É importante que vocês saibam que, se essa gente ganhar as eleições, tudo aquilo que foi conquistado no Nordeste será destruído. Será o Farmácia Popular, serão os institutos federais, será o Minha Casa Minha Vida, será o desenvolvimento do Nordeste”, afirmou.

Lula ainda mencionou as medidas anunciadas na sexta-feira (09) para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra entre Irã e Estados Unidos. O governo zerou impostos federais sobre a gasolina e ampliou subsídios ao diesel e ao etanol, em pacote estimado em R$ 5,2 bilhões para 30 dias, com compensação prevista por receitas extraordinárias do petróleo.

A 16 dias do segundo turno, Lula pediu que seus apoiadores procurem eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo. “No dia 25, peguem os mais idosos que acham que não devem mais votar e convençam essas pessoas a votar”, disse durante a agenda em apoio a Cadu Xavier (PT), candidato ao governo do Rio Grande do Norte.

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