
Três candidatos do PL gastaram juntos cerca de R$ 126 mil para impulsionar publicações contra o presidente Lula no Instagram e no Facebook entre 1º e 21 de setembro. O levantamento, feito pelo colunista Ramiro Brites, do Metrópoles, usa dados da Biblioteca de Anúncios da Meta e coloca candidatos do partido de Flávio Bolsonaro nas três primeiras posições do ranking.
A maior despesa é da vereadora paulistana Zoe Martínez (PL-SP), candidata a deputada federal, que aplicou R$ 48,9 mil em impulsionamento. Em seguida aparecem o deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL-PE), com R$ 40 mil, e o deputado federal Filipe Barros (PL-PR), candidato ao Senado, com R$ 37,5 mil.
Fora do PL, o quarto maior gasto identificado é do Bispo Léo Assis Patriota (Novo-SP), candidato à Câmara dos Deputados, que desembolsou R$ 31,5 mil. Hissa Abrahão (Republicanos-AM), candidato à reeleição para deputado federal, aparece na sequência, com R$ 31,3 mil.

O levantamento mostra que a ofensiva paga contra Lula ganhou força em setembro. Entre os dias 1º e 21, o investimento total nas peças analisadas chegou a R$ 1,2 milhão. Ao contrário do que ocorreu com parte da propaganda política espalhada por páginas sem identificação, a maior parcela dos anúncios monitorados agora é financiada por candidaturas.
Zoe Martínez já teve parte de sua estratégia de publicidade digital barrada pela Justiça Eleitoral. Na sexta-feira (18), o TRE-SP determinou que ela suspendesse o impulsionamento de dois vídeos com ataques ao PT. A juíza Domitila Manssur entendeu, em análise preliminar, que o núcleo das peças era o ataque aos adversários, e não a promoção da própria candidatura. A decisão não significa, porém, que todos os anúncios incluídos no levantamento do Metrópoles sejam irregulares.
A escalada do investimento ocorre na reta final de uma disputa presidencial apertada. A Quaest divulgada nesta semana mostrou Flávio Bolsonaro com 42% e Lula com 41% em eventual segundo turno, resultado que configura empate técnico. Os dados da Meta mostram que, paralelamente à campanha oficial dos presidenciáveis, candidatos aliados ampliaram o uso de dinheiro para colocar conteúdo negativo contra Lula diante de mais eleitores nas duas maiores redes da empresa.