
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, foi detonado pela ala do ministro Alexandre de Moraes após a sessão desta terça (15), que terminou sem decisão sobre uma questão de ordem. A informação é do blog do Valdo Cruz no g1.
Assessores de Fachin classificaram a postura do grupo, especialmente do ministro Flávio Dino, como “desrespeitosa” e afirmaram que o embate poderia ter ocorrido de forma mais “civilizada”.
Na abertura da reunião, Fachin alertou os colegas para a importância do julgamento e disse que o tribunal não poderia entregar às futuras gerações um STF menor do que recebeu. Ele também defendeu que divergências na Corte são normais e bem-vindas, desde que os ministros exponham suas posições de forma civilizada.
A sessão desta terça (15), porém, levou para o plenário uma disputa que já se desenrolava em trocas de mensagens nos dias anteriores. Integrantes das duas alas trocaram ataques abertamente, e um magistrado resumiu o ambiente como uma situação de “matar ou morrer”.
Dino interrompe definição sobre petições de Mendonça e Moraes

Ministros classificaram a sessão como “vergonhosa”. Nesta quarta (16), a avaliação entre integrantes do STF era de ressaca e de piora da imagem do tribunal, que já enfrenta desgaste perante a população.
O julgamento discutia uma questão de ordem apresentada pelo grupo de Moraes sobre a análise, em uma mesma sessão, das petições envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. A divisão indicava empate de 4 votos a 4 quando Flávio Dino pediu vista.
Dino solicitou que seu voto não entrasse na contagem até que ele devolva o processo ao plenário. Pelas regras do tribunal, o ministro tem até 90 dias para liberar o tema novamente para julgamento.
Enquanto o STF não resolver se as petições devem tramitar juntas ou separadamente, a ala de André Mendonça deve sustentar que o plenário não pode analisar a petição apresentada contra ele. A sessão voltada a esse caso está marcada para 23 de setembro.
Aliados de Moraes, por sua vez, devem tentar manter para a próxima semana o julgamento da petição contra Mendonça. O grupo busca aprovar alguma punição ao ministro e deixar para depois da eleição a análise da medida envolvendo Moraes.