
Quinze candidatos nas eleições de 2026 declararam juntos R$ 4,69 bilhões em patrimônio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma média de cerca de R$ 312 milhões por pessoa. A relação reúne empresários do agronegócio, da indústria têxtil, da educação, da logística e do varejo.
Luiz Osvaldo Pastore (PL-TO), candidato a primeiro suplente ao Senado, lidera o grupo com R$ 677,7 milhões declarados. Empresário paulista radicado no Espírito Santo, ele informou investimentos e participações societárias como os principais componentes de seus bens.
Na segunda posição, Antídio Aleixo Lunelli (MDB-SC), candidato ao Senado, declarou R$ 613,2 milhões. Fundador do Grupo Lunelli, dono das marcas Lunender, Lez a Lez e Hagar 33, ele foi prefeito de Jaraguá do Sul por dois mandatos e afirma que construiu sua fortuna antes de entrar na política, em 2016.
O candidato ao governo de Mato Grosso Otaviano Pivetta (Republicanos-MT) aparece em terceiro, com R$ 575,6 milhões. O valor representa alta de 52% ante os R$ 378,9 milhões que ele havia declarado em 2022; Pivetta construiu sua trajetória empresarial na produção de soja, milho, algodão, suínos e bovinos.

Empresários e presidenciáveis integram a lista
Wilson Picler (PL-PR), primeiro suplente de Deltan Dallagnol na eleição ao Senado pelo Paraná, declarou R$ 478,69 milhões. Fundador do grupo educacional Uninter e ex-deputado federal pelo PDT, ele havia informado patrimônio de R$ 48,3 milhões em 2018.
Vittorio Medioli (PL-MG), ex-prefeito de Betim e candidato à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, declarou R$ 356,81 milhões. Naturalizado brasileiro, ele fundou o Grupo SADA, voltado à logística e ao transporte de cargas, e é dono de veículos de comunicação, entre eles o jornal O Tempo.
Dois candidatos à Presidência estão entre os 15 nomes: o psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante), com R$ 242,28 milhões, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com R$ 178,71 milhões. Cury declarou R$ 128,51 milhões em empréstimos concedidos, enquanto Zema registrou R$ 94,5 milhões de participação em uma holding familiar e R$ 56,2 milhões em um fundo de investimento.
A checagem dos dados excluiu 25 das 40 maiores declarações inicialmente encontradas na base do TSE por indícios de erro de preenchimento. Entre os casos, houve um Volkswagen Polo declarado por R$ 80 milhões, um caminhão de 1987 por R$ 110 milhões e duas chácaras avaliadas em mais de R$ 1,5 bilhão. A assessoria do deputado estadual André Silva (MDB-AL), que aparecia com R$ 548,6 milhões, informou que o patrimônio correto é de R$ 548,6 mil; os candidatos ainda podem retificar os dados dentro do prazo eleitoral.