O tom do relatório da PF é mais de arapongagem do que de investigação. Por Moisés Mendes

Lulinha
O empresário, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Foto: Sérgio Lima/Follhapress

Teremos uma manchete como esta da Folha online por dia, até o fim da eleição. Esta foi publicada na noite da quinta-feira:

“Lulinha tinha ‘comunhão de interesses econômicos’ com lobista que negociava contrato no governo Lula, diz PF”

Não acharam corrupção, não acharam dinheiro, não acharam mordida de R$ 62 milhões para fazer filme e não encontraram de novo nada que resulte em indícios, evidências ou provas, nem casa comprada com dinheiro vivo.

Manchete da Folha. Foto: reprodução

Mas acharam comunhão de interesses. Esse trecho, que seria de relatório da PF, que a Folha diz ter sido obtido pela Veja, é para cursinho rápido sobre como fazer ilações:

“Os elementos reunidos indicam que Roberta atuou de forma sistemática na interlocução de interesses relacionados ao mercado do canabidiol junto a integrantes do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial, tendo Fábio Luís Lula da Silva aparentemente acompanhado ou impulsionado determinadas tratativas.”

Tendo aparentemente acompanhado ou impulsionado determinadas tratativas. Aparentemente, o tom é de um relatório de arapongas, e não de investigadores da PF. Mas só aparentemente.

Outra informação é a de que Fábio Luis teria sido “beneficiário indireto” da ação de Roberta, também segundo o relatório vazado para a Veja. Amanhã tem mais.

O relatório atribuído à PF parece artigo de colunista lavajatista da Folha produzido pela Inteligência Artificial.

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