
Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal, colocou a defesa do marido e dos presos pelos ataques de 8 de Janeiro no centro de seu pedido de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Durante reunião com aliados nesta quarta-feira (7), em Brasília, a ex-primeira-dama chamou os envolvidos nos atos de “injustiçados” e apresentou a eleição presidencial como uma disputa ligada à situação de Jair Bolsonaro.
“Nós precisamos continuar para resgatar o nosso Brasil. É sobre o meu marido, o líder de vocês; é sobre os injustiçados do 8 de Janeiro; é sobre as mães atípicas; é sobre todo o retrocesso que nós estamos vivendo na nossa nação”, declarou. Na sequência, afirmou que a candidatura tem condições de vencer se houver trabalho e unidade.
A defesa do ex-presidente voltou no encerramento do discurso. Michelle agradeceu aos aliados e pediu que eles se somassem à mobilização “para que a gente possa resgatar, de fato, a nossa nação, libertar o nosso capitão e fazer justiça a todos aqueles que hoje sofrem com tanta injustiça vindo de cima para baixo”.
Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. A classificação de “injustiçados” usada por Michelle expressa a posição da ex-primeira-dama sobre os presos do 8 de Janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.
Michelle também convocou a estrutura do PL Mulher para intensificar a campanha nas ruas. Defendeu a combinação entre redes sociais e contato presencial, com visitas, conversas e mobilização de lideranças locais. Segundo ela, a organização feminina do partido já possui uma rede capaz de sustentar esse trabalho nos estados.
“É sobre o meu marido, o líder de vocês; é sobre os injustiçados do 8 de Janeiro.” Ao lado de Flávio, Michelle vincula a campanha presidencial à defesa de Bolsonaro e dos presos pelos ataques aos Três Poderes. pic.twitter.com/4YfMeBUACe
— deok (@lauricadeok) October 8, 2026
Ao pedir união em torno de Flávio, a senadora eleita citou a parceria com Bia Kicis na disputa pelas vagas do Distrito Federal como exemplo. Disse acreditar que o resultado da chapa poderá se repetir na eleição presidencial e elogiou o fortalecimento do partido no Congresso.
A associação entre sua atuação política e a defesa dos presos do 8 de Janeiro já aparecia durante a campanha ao Senado. Em agosto, Michelle havia prometido “lutar por aqueles que estão presos pelo 8 de janeiro”, novamente vinculando essa pauta à situação do marido. Agora, levou o mesmo argumento à mobilização pelo segundo turno presidencial.