
Flávio Bolsonaro (PL) já descreve a cena de uma eventual posse presidencial com a faixa colocada pelo pai, Jair Bolsonaro, e uma oração para entregar o Brasil a Jesus. Em reunião com aliados nesta quarta-feira (7), em Brasília, o candidato combinou essa projeção de poder com ataques aos adversários, chamados de “inimigos”, e afirmou que Deus estaria confundindo seus oponentes.
O senador contou que costuma imaginar o momento anterior ao discurso de posse, na Praça dos Três Poderes, com o pai participando da cerimônia. Disse que pretende fazer uma oração, “entregando o Brasil nas mãos do Senhor Jesus”, e reclamou das críticas recebidas por essa declaração.
Na resposta aos questionamentos, Flávio apresentou a reação dos adversários como uma disputa religiosa. “É Deus confundindo os adversários, é Deus confundindo os nossos inimigos”, afirmou. Segundo ele, os opositores estariam “batendo cabeça”, enquanto os aliados deveriam fazer sua parte na campanha.
O candidato também acusou o outro campo de gastar bilhões ilegalmente e de organizar uma estrutura de mentiras. Chamou essa suposta rede de “Liga da Mentira” e contrapôs a ela a “Liga da Verdade” de seus apoiadores. No trecho divulgado, não apresentou documentos que demonstrassem as acusações de gastos ilegais.
— deok (@lauricadeok) October 8, 2026
A mobilização eleitoral foi outro eixo do discurso. Flávio pediu que os aliados mantivessem comitês e estruturas estaduais em funcionamento, produzissem material de campanha e ampliassem a presença de adesivos e bandeiras. Também defendeu publicações logo no início do dia para tentar pautar o debate nas redes sociais.
A fala ocorreu um dia depois de o senador anunciar que pretende usar a força da direita no Congresso para mudar a Constituição e “redemocratizar o país”. Após a repercussão, passou a descrever as mudanças como propostas de emenda à Constituição, que dependem de aprovação parlamentar, e negou intenção golpista.
No encerramento da reunião, Flávio voltou a falar como quem projeta o exercício do poder. Disse ter certeza de que ele e os aliados farão o “melhor mandato da história de cada um de vocês”. A declaração veio acompanhada do pedido para intensificar o trabalho até o segundo turno, marcado para 25 de outubro, contra Lula (PT).