VÍDEO: Em meio a bate-boca, Gilmar Mendes dispara contra Mendonça: “Pode chorar”

André Mendonça Gilmar Mendes
Os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes, durante bate-boca no Supremo Tribunal Federal. Foto: Reprodução/TV Justiça

O ministro Gilmar Mendes provocou André Mendonça com um “Pode chorar, pode chorar” durante um dos bate-bocas mais duros da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15). Mendonça reagiu aos gritos: “Não tô chorando, não. Aqui não tem choro, não! Me respeite!”. A cena foi transmitida ao vivo pela TV Justiça.

A discussão começou enquanto Mendonça respondia ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre mensagens encontradas no material apreendido de Daniel Vorcaro. Gilmar interrompeu o colega para dizer que era “impressionante” que alguém da estatura de Gonet fosse alvo daquele tipo de ilação e classificou a conduta atribuída a Mendonça como “leviandade”.

Mendonça protestou por estar com a palavra, mas Gilmar continuou e falou em “sentimento policialesco”, antes de disparar: “É impressionante a desfaçatez deste sujeito!”. O ministro indicado por Jair Bolsonaro reagiu imediatamente: “A desfaçatez de Vossa Excelência! Me respeite!”. Foi nesse momento que Gilmar lançou a provocação sobre o choro.

O presidente da Corte, Edson Fachin, tentou interromper o confronto e lembrar que cabe à Presidência exercer o poder de polícia da sessão. Flávio Dino também entrou na discussão, afirmou que tentava acalmar os colegas e criticou o prolongamento daquele tipo de embate no plenário.

A sessão já havia sido marcada por outros confrontos envolvendo Mendonça. Mais cedo, Alexandre de Moraes acusou o colega de tentar envolvê-lo em uma colaboração premiada e questionou a condução das investigações relacionadas ao Banco Master. Gilmar também vinha criticando atos de Mendonça e defendendo que as apurações sobre os dois ministros fossem analisadas conjuntamente.

Depois da nova troca de gritos, Dino pediu vista e a análise foi suspensa. O ministro afirmou que não permaneceria assistindo ao Supremo ser conduzido a um ambiente que classificou como degradante dos pontos de vista técnico e ético. O episódio ampliou a crise interna da Corte em uma sessão convocada originalmente para discutir os desdobramentos do relatório da Polícia Federal sobre Moraes e Vorcaro.

Artigo Anterior

Vergonha alheia

Próximo Artigo

Dino pede vista; destino de Mendonça e Moraes segue em aberto

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!