
O vereador de São Paulo Nabil Bonduki (PT), candidato a deputado federal, afirmou nesta segunda-feira (28) que entrou com uma ação na Justiça Eleitoral para retirar do ar o site “Tem Meu Voto”. A plataforma, divulgada por Luciano Huck no Domingão com Huck no domingo (27), apresenta aos eleitores percentuais de compatibilidade com candidaturas ao Legislativo.
“A plataforma não apresenta critérios claros, foi lançada com graves erros e favorece recomendações de candidaturas de determinados partidos em detrimento de outras”, declarou Nabil ao anunciar a medida. Essas são as alegações do vereador; uma análise independente que demonstre favorecimento no funcionamento do site não foi apresentada.
A página compara respostas dos eleitores a perguntas sobre oito temas com posições informadas pelas candidaturas. No programa da Globo, Huck descreveu a ferramenta como gratuita e apartidária e afirmou que ela não indica em quem votar. A organização responsável pelo site também sustenta que a decisão cabe ao eleitor.
URGENTE 🚨
Acabei de entrar com uma ação na Justiça Eleitoral para RETIRAR DO AR O SITE “TEM MEU VOTO”.
A plataforma não apresenta critérios claros, foi lançada com graves erros e favorece recomendações de candidaturas de determinados partidos em detrimento de outras. pic.twitter.com/SOLfHi77VG
— Nabil Bonduki 1373 🏡 (@NabilBondukiSP) September 28, 2026
Uma reportagem publicada pelo DCM mostrou que Fábio Silva, um dos nomes ligados à criação da ferramenta, participou em 18 de setembro de um encontro com o governador paulista Tarcísio de Freitas. O próprio Silva divulgou imagens da reunião. A relação pública com o governador, por si só, não demonstra interferência nos resultados da plataforma.
Após a divulgação feita por Huck, usuários das redes sociais relataram ter recebido entre os maiores índices de compatibilidade candidatos do Novo e do PL, apesar de considerarem suas respostas alinhadas à esquerda. Esses relatos motivam questionamentos, mas não bastam para estabelecer um padrão de direcionamento ou identificar sua causa.
Nabil pede que o site deixe de funcionar às vésperas da votação de 4 de outubro. Até o momento, não foi possível confirmar o número do processo, o teor integral da ação ou uma decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido.
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