A liberdade que não abre as asas sobre todos. Por Moisés Mendes

Estadão Folha Globo
Foto: Reprodução

A retórica da liberdade de expressão, tantas vezes exercida como farsa, racha as corporações de mídia e faz com que Globo e Estadão se alinhem à extrema direita na censura ao debate sobre o caso de Nossa Senhora Aparecida.

É nesse momento que cada um ouve o especialista que possa favorecer suas posições. É o que provam as manchetes desencontradas. O jornalismo ‘liberal’ cai de novo na vala onde já esteve outras vezes ao lado do fascismo.

É o pior momento do que ainda chamam de grande imprensa desde a redemocratização. Os jornalões se contentam com a tarefa de produzir manchetes para as redes dos tios do zap do bolsonarismo.


SUBALTERNO

Acertaram os que viam a candidatura de Ricardo Salles (Novo) ao Senado por São Paulo como moeda de troca. Salles desistiu de concorrer e decidiu apoiar Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

O abandono fortalece a dupla, ao evitar a pulverização de votos da direita, e atinge Simone Tebet e Marina Silva. Salles arranjará um cargo no governo de Tarcísio de Freitas e continuará como linha auxiliar terrivelmente subalterna da extrema direita.

A jogada já aconteceu no Rio Grande do Sul, quando a Comandante Nádia desistiu da candidatura ao Senado, em 2022, e permitiu a vitória do produtivo, eficaz e terrivelmente dedicado às coisas do Estado Hamilton Mourão contra Olívio Dutra.

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