
O vereador Rick Azevedo, candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, rebateu acusações publicadas pelo jornal O Dia no domingo (27) e afirmou ser alvo de uma campanha promovida por adversários políticos e setores empresariais. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele negou as acusações e relacionou os ataques à sua atuação pelo fim da escala 6×1.
Rick é líder do Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), que defende mudanças na jornada dos trabalhadores. No pronunciamento, ele citou o posicionamento do diretor de O Dia contra o fim da escala 6×1 e afirmou que sua principal bandeira de campanha contraria interesses de empresários.
O candidato também negou ter cometido transfobia. Segundo Rick, uma versão inicial da reportagem mencionava a vereadora Benny Briolly, também candidata a deputada federal, e dizia que ela teria sido vítima de transfobia enquanto trabalhava em seu mandato. Rick afirmou que o episódio não ocorreu. Benny também negou nas redes sociais ter sofrido transfobia durante o período em que trabalhou com o vereador.
A menção a Benny foi posteriormente retirada da reportagem. Rick questionou ainda o fato de a acusação de transfobia aparecer na manchete da publicação sem, segundo ele, a apresentação de elementos que comprovassem a prática no corpo do texto.

O vereador também rejeitou acusações de assédio moral e afirmou não existir denúncia aberta contra ele no Ministério Público sobre o tema. Segundo Rick, os relatos usados contra sua campanha partem de ex-assessores e estariam sendo explorados por adversários políticos a menos de uma semana do primeiro turno das eleições.
De acordo com o candidato, os antigos funcionários foram exonerados depois de não cumprirem as atividades para as quais haviam sido contratados. Rick atribuiu a divulgação das acusações à disputa eleitoral e afirmou que continuará fazendo campanha nas ruas.
Ao encerrar o pronunciamento, o líder do VAT afirmou que vem sofrendo ameaças e ataques desde que passou a defender publicamente o fim da escala 6×1 e disse que pretende manter a pauta como prioridade de sua atuação política.
“Há três anos luto pelo fim da escala 6×1 e há três anos pago o preço disso. Sofro ameaças diariamente, já fui agredido e sigo sendo alvo de ataques de ambos os lados. Ser uma voz que defende a classe trabalhadora incomoda muita gente, desde empresários até opositores que não aceitam ver uma bicha preta encabeçando a maior pauta das últimas décadas. Vou responder como sempre fiz: com TRABALHO. Seguirei nas ruas lutando para que a classe trabalhadora possa eleger um dos seus nesse domingo.“