Vera Magalhães cobra que Mendonça retire sigilo de investigação sobre Flávio e Vorcaro

Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

A jornalista Vera Magalhães cobrou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retire o sigilo da investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, e os repasses do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao filme “Dark Horse”. A cobrança ocorreu durante comentário na rádio CBN.

Vera citou o repasse extra do banqueiro e questionou a versão apresentada pelo senador sobre os pagamentos. “Em relação ao próprio caso Master, hoje também veio a público uma revelação da revista Piauí de que o Flávio Bolsonaro não falou toda a verdade quando se referiu aos recebimentos do Daniel Vorcaro para a produção de ‘Dark Horse’”, afirmou.

A jornalista disse que houve ao menos um repasse posterior à data reconhecida por Flávio. “Isso já depois de ele ter admitido que a última foi em março de 2025, mas houve pelo menos uma em setembro de 2025”, declarou.

Ao defender a divulgação dos dados, Vera lembrou que Mendonça relata o caso Master no STF e afirmou que o tribunal deveria adotar “transparência completa em relação ao Flávio Bolsonaro, que é um candidato a ocupar o cargo máximo da República”.

Segundo a revista, Vorcaro fez um repasse extra de US$ 1,6 milhão para o fundo americano que financia “Dark Horse”, o Havengate Development Fund. O pagamento apareceu em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e ocorreu após o senador cobrar valores pendentes para a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mendonça retira sigilo de relatório sobre Moraes e Vorcaro

A cobrança ocorreu após André Mendonça determinar, nesta terça-feira (1º), a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O documento reúne novos elementos entregues pela PF ao Supremo.

Mendonça considerou “inevitável” o envio dos autos ao plenário do STF, que deverá discutir publicamente uma eventual abertura de investigação contra Moraes. Para o relator, cabe ao colegiado examinar as informações reunidas pela Polícia Federal.

“Diante do teor das informações apresentadas pela autoridade policial, independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal”, escreveu o ministro.

Mendonça classificou o plenário do STF como a “instância soberana” para analisar os novos elementos. Ele afirmou que os ministros deverão conduzir o exame de forma “técnica e estritamente jurídica” depois da manifestação da Procuradoria-Geral da República.

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