
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (01). O resultado ficou abaixo da alta de 1,1% registrada nos três primeiros meses do ano e teve como principal freio o recuo de 0,4% no consumo das famílias.
O consumo das famílias foi o único componente do PIB pelo lado da demanda a cair entre abril e junho. A baixa foi a mais intensa nessa comparação desde o quarto trimestre de 2024, quando o indicador havia recuado 0,6% ante os três meses anteriores.
Mesmo com o mercado de trabalho aquecido, o consumo perdeu força em meio ao endividamento das famílias, aos juros elevados e à inadimplência em patamares recordes. Economistas também apontavam perda de fôlego das medidas de estímulo adotadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, avançaram 1,2% na comparação com o primeiro trimestre. O consumo do governo subiu 0,4%, enquanto as exportações de bens e serviços caíram 0,8% e as importações cresceram 1,8%.

Pelo lado da oferta, a agropecuária liderou o crescimento, com expansão de 2,8% no segundo trimestre. Os serviços avançaram 0,2%, e a indústria teve alta de 0,1% no mesmo intervalo.
O IBGE atribuiu o desempenho industrial ao avanço de 3,4% das indústrias extrativas. O órgão afirmou que “o desempenho positivo na Indústria se deve ao crescimento de 3,4% nas Indústrias extrativas”.
Outros segmentos industriais recuaram: eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos caíram 1,1%; as indústrias de transformação, 0,4%; e a construção civil, também 0,4%.
Nos serviços, informação e comunicação cresceram 2,1%, transporte, armazenagem e correio avançaram 1,1%, e as atividades imobiliárias subiram 0,2%. Comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis, enquanto administração pública, saúde, educação e seguridade social recuaram 0,4%, e as atividades financeiras e de seguros caíram 0,3%.